
O padre Hans-Joachim Lohre, desenvolvia há cerca de três décadas um importante trabalho ao nível do diálogo inter-religioso. Foto © Raphael Atenas
O padre alemão Hans-Joachim Lohre, missionário há mais de 30 anos no Mali e raptado em novembro do ano passado perto da escola onde trabalhava, em Bamako (capital do país), foi libertado no domingo, após 371 dias de cativeiro, avançou a fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que apoiava o seu trabalho na região.
A notícia foi confirmada por, pelo menos, um responsável da arquidiocese e por um funcionário do governo interino do Mali. Não foram fornecidos quaisquer detalhes sobre o estado de saúde do missionário, nem sobre as condições da sua libertação.
Segundo a agência Fides, que refere fontes diplomáticas e de segurança, o padre alemão, de 66 anos de idade, terá sido raptado por elementos do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, ligado à Al Qaeda.
O padre Hans-Joachim Lohre, desenvolvia há cerca de três décadas um importante trabalho ao nível do diálogo inter-religioso, dando aulas no Instituto de Educação Cristã-Islâmica.
O seu sequestro – assinala a fundação AIS – foi visto como “mais um sinal da deterioração das condições de vida da comunidade cristã neste país africano, fruto da atuação violenta de diversos grupos jihadistas que operam com relativa impunidade na região do Sahel”, uma vasta zona que inclui países como o Mali, Níger ou Burquina Faso.
Além do missionário alemão, haverá ainda pelo menos um outro padre sequestrado e que estará nas mãos de grupos jihadistas nesta região. Trata-se do padre Joël Yougbaré, raptado no Burkina Faso a 17 de Março de 2019.










