Recuperando tradição de Buda

Líder budista no Butão ordena 144 mulheres

| 23 Jun 2022

ordenação monjas budistas foto FacebookZhung Dratshang གཞུང་གྲྭ་ཚང་། Central Monastic Body of Bhutan

Muitas das novas bhikshunis são butanesas, mas algumas são originárias de outros países da Ásia. Foto © Central Monastic Body of Bhutan.

 

Cento e quarenta e quatro mulheres foram ordenadas como bhikshunis, ou monjas femininas, no mosteiro de Ramthangkha, no Butão, numa cerimónia que decorreu na terça-feira, 21 de Junho, presidida por Je Khenpo, a autoridade budista mais importante do pequeno país dos Himalaias.

A cerimónia “é de importância histórica para todas as mulheres no budismo e traz o budismo tibetano para o século XXI”, afirmou a bhikshuni Jampa Tsedroen, autora tibetana alemã, citada pelo The Muslim Times. “Para estas monjas, é uma grande oportunidade de demonstrar as suas capacidades de contribuir para o budismo.”

Muitas das novas bhikshunis são butanesas, mas algumas são originárias de outros países da Ásia. Todas foram consagradas na linhagem do budismo tibetano.

Damcho Diana Finnegan, freira budista tibetana originária dos Estados Unidos, co-fundadora da Comunidade de Monjas Dharmadatta, na Virgínia, considerou a cerimónia “um grande passo para acabar com a desigualdade institucionalizada entre homens e mulheres no budismo tibetano”.

Este rito, acrescenta o mesmo jornal, culmina um movimento de décadas a lutar pela consagração religiosa plena das mulheres da linhagem tibetana, que tem enfrentado uma forte resistência de monges, académicos e líderes políticos de alto nível em toda a Ásia. Nos últimos anos, o movimento ganhou dimensão, com o argumento, reivindicado por grupos de mulheres budistas, de que a prática de ordenação ou consagração foi estabelecida pelo próprio Buda e foi sendo depois abandonada progressivamente.

De acordo com o Muslim Times, as monjas eram consideradas fundamentais numa comunidade budista ideal, que deveria incluir monges e monjas, bem como leigos e leigas.  Com os anos, a guerra, a fome e a doença foram acabando com a experiência das bhikshunis em todo o Sudeste Asiático e Tibete. Muitas mulheres continuaram a viver como monjas, mas não consagradas completamente. As regras monásticas estabeleciam que as bhikshunis devem ser consagradas por outras bhikshunis. Como não havia, nenhuma podia ser ordenada.

A regra quebrou-se em 1996, quando um grupo de monjas do Sri Lanka foi consagrado por bhikshunis coreanas da linhagem mahayana, que nunca foi quebrada. Desde aí, muitas centenas de bhikshunis foram já consagradas no Sri Lanka, em cerimónias “ecuménicas”, como afirmou a bhikshuni Jampa Tsedroen.

 

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