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Líder do Conselho Mundial de Igrejas com líderes políticos e religiosos na Terra Santa para fazer ouvir o apelo a “uma paz justa”

| 21 Fev 2024

Theophilos III, Patriarch of Jerusalem, and Rev. Prof. Dr Jerry Pillay, WCC general secretary. Photo Marianne EjderstenWCC

O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Jerry Pillay, com o patriarca ortodoxo grego, Teófilo III, em Jerusalém, no passado dia 18 de fevereiro. Foto © Marianne Ejdersten/WCC

 

Ao longo dos últimos seis dias, o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Jerry Pillay, empenhou-se a 100% naquela que designou de “uma missão especial”. E não é caso para menos. O líder religioso – que representa 352 igrejas protestantes, ortodoxas, anglicanas e evangélicas em todo o mundo – esteve em Israel e na Palestina, numa tentativa de “tornar mais forte” e verdadeiramente audível o apelo que há muito vem fazendo “por uma paz justa” na região.

Para isso, reuniu não só com líderes religiosos e sociais, mas também políticos, destacando-se nesta sua missão um encontro com o Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas e outro com o Presidente israelita, Isaac Herzog.

Da parte de Abbas, Pillay recebeu a garantia de que “o seu governo está preparado para participar em processos de diálogo com o governo israelita para estabelecer um futuro pacífico e estável para todas as pessoas”. E também um alerta particular para a “necessidade de obrigar Israel a parar os ataques a santuários e propriedades islâmicas e cristãs em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia”, refere o CMI em comunicado enviado ao 7MARGENS.

Elogiando os “esforços envidados pelo Conselho Mundial de Igrejas para apoiar o povo palestiniano na conquista da sua liberdade e independência”, Mahmoud Abbas sublinhou “a urgência imediata de um cessar-fogo”.

Mahmoud Abbas, and Rev. Prof. Dr Jerry Pillay, WCC general secretary. Photo Marianne EjderstenWCC

Da parte de Mahmoud Abbas, Pillay recebeu a garantia de que “o seu governo está preparado para participar em processos de diálogo com o governo israelita”.  Foto © WCC

 

Isaac Herzog, por seu lado, concordou “na importância de trabalhar para um cessar-fogo e do papel das religiões na ajuda à criação de um mundo em que existam paz, segurança e proteção para todas as pessoas e para a criação”.

Numa conversa descrita pelo CMI como “muito franca, justa e cordial”, Pillay expressou a sua preocupação com a perda de mais de 27 mil vidas em Gaza, a maioria delas mulheres e crianças, reiterou a posição do CMI de que a violência e as guerras não são a solução para nenhum problema e sublinhou a necessidade de diálogo para acabar com a guerra e criar um futuro melhor para todos os povos de Israel e da Palestina.

O secretário-geral também levantou questões relacionadas com a liberdade de religião e práticas religiosas, fazendo referência a um relatório recente sobre as restrições adicionais previstas pelo governo israelita durante a celebração muçulmana do Ramadão. Pillay referiu-se ainda à informação partilhada consigo durante um encontro com Chefes de Igrejas na Terra Santa sobre o tratamento desrespeitoso aos cristãos por parte de alguns jovens extremistas israelitas. O Presidente israelita reconheceu que esse tratamento desrespeitoso está a acontecer e é “certamente inaceitável” e que o problema “está a ser abordado”.

Jerry Pillay partilhou ainda as suas preocupações relacionadas com o bloqueio da ajuda humanitária a prisioneiros e reféns e recebeu garantias de que as necessidades de ajuda “estão atualmente a ser atendidas pelo governo e por organizações israelitas”.

De acordo com um comunicado do CMI, a reunião terminou “com uma nota positiva”.

Mas no final desta sua “missão especial” – que incluiu, além dos encontros com ambos os chefes de Estado, o encontro com os Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém, uma visita à Igreja do Santo Sepulcro, um almoço no Clube de Escuteiros Árabes Católicos, uma reunião com o Comité Cristão Internacional, e ainda um encontro com o xeque Azzam Khatib, diretor do Waqf Islâmico em Jerusalém – Pillay reconheceu que “não é uma tarefa fácil encontrar soluções viáveis ​​e justas” para o conflito em curso.

Seja como for, alertou, “não podemos pensar que a violência permitirá a paz – não o fará. Instamos todas as partes e potências envolvidas a procurarem um cessar-fogo imediato e a iniciarem diálogos para estabelecer paz, segurança e proteção justas tanto em Israel como na Palestina. Apelamos à comunidade internacional, especialmente aos líderes políticos, para que apoiem estes esforços e ajam com urgência”, concluiu.

 

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