Líder xiita iraquiano prepara devolução de casas e terras expropriadas a cristãos

| 4 Jan 21

Iraque. Cristãos. Liberdade religiosa.

Criança iraquiana com uma folha a pedir “ajudem os cristãos perseguidos no Iraque”. Foto © ACN-Portugal

 

O líder xiita iraquiano Muqtada al Sadr, chefe de um grupo político com forte representação no Parlamento de Bagdad, ordenou a criação de um Comité encarregado de inventariar e verificar informações e queixas sobre casos de expropriações ilegais de proprietários cristãos em várias regiões do país.

A decisão, noticiada esta segunda-feira, 4 de janeiro, pela agência católica Fides, foi divulgada através de um comunicado destes últimos dias, no qual são indicados os nomes dos colaboradores de Muqtada al Sadr escolhidos para integrar o Comité. No texto, incluem-se também os endereços eletrónicos e contas do Whatsapp para os quais os cristãos podem enviar documentos de propriedade relativos a imóveis – casas e terrenos – de que foram espoliados nos últimos anos por outras pessoas ou grupos de pessoas.

A intenção da operação lançada pelo líder xiita, segundo a Fides, é “restaurar a justiça e acabar com as violações dos direitos de propriedade dos ‘irmãos cristãos’”, incluindo os atos pelos quais membros do movimento xiita liderado por al Sadr foram responsáveis. O pedido de denúncia de casos de desapropriações ilegais também inclui famílias de cristãos que deixaram o país nos últimos anos.

Na manhã do último domingo, 3 de janeiro, uma delegação enviada por Muqtada al Sadr e liderada pelo xeque Salah al-Obaidi visitou o patriarca caldeu Louis Raphael Sako para oferecer ao líder da Igreja Caldeia uma mensagem de congratulação pela época do Natal, juntamente com uma cópia do documento com o qual o político xiita constituiu o Comité encarregado das reclamações de bens usurpados. O patriarca e cardeal Sako, por sua vez, agradeceu a visita e a iniciativa anunciada por Muqtada al Sadr.

 

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Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

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