Liderança das mulheres cristãs ainda não é valorizada, sublinha Conselho Mundial de Igrejas

| 10 Mar 2021

mulheres na igreja Lesoto Foto © Albin Hillert_WCC-CMI

Adamjulia, estudante numa escola católica de enfermagem no Lesoto (Março 2017): os esforços das mulheres até à igualdade têm sido muitos, mas ainda insuficientes. Foto © Albin Hillert/WCC-CMI

“A liderança das mulheres em algumas igrejas na África não é valorizada. A falta de representação feminina adequada e de líderes femininas altamente qualificadas foi considerada um dado adquirido”, mas “as igrejas ainda funcionam como se estivessem no primeiro século”. A afirmação é da reverenda Lydia Mwaniki, diretora do departamento de Género, Mulher e Juventude da Conferência de Igrejas de Toda a África, numa sessão que, na passada segunda-feira, 8, assinalou o Dia Internacional da Mulher.

De acordo com relatórios, as mulheres produzem 50 a 80% dos alimentos do mundo e representam mais de 50% da força de trabalho agrícola, mas 60% dos famintos crónicos do mundo são mulheres e meninas”, acrescentou Paula Likico, coordenadora do Conselho Cristão Conjunto do Uganda.

Ambas as responsáveis recordaram os enormes esforços das mulheres e das meninas para um futuro igualitário e o papel fundamental que a experiência covid-19 tem tido para medir o progresso em direção ao compromisso universal com a igualdade de género e a capacitação das mulheres em todo o mundo.

No âmbito das organizações que integram o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), decorreram ainda sessões evocativas da data em Genebra, sede do CMI, e na Conferência Cristã da Ásia. Em Genebra, a sessão teve a participação da Federação Luterana Mundial e da ACT-Aliança para a Justiça Climática.

Durante o tempo de oração organizado pelo CMI, subordinado ao tema “A fé das nossas mães”, foi feito um agradecimento às mulheres, que enquanto líderes das organizações “demonstraram a sua capacidade e o seu impacto na tomada de decisões”.

A chefe executiva da ACT, Amanda Khozi Mukwashi, refletiu também sobre os desafios que se colocam às mulheres, afirmando que, para todas elas, é o momento para lembrar a “resiliência, força e esperança”, que são ampliadas quando elas se posicionam “juntas para enfrentar as injustiças”. E acrescentou: “A todas as mulheres, independentemente da cor da pele, idade, fé ou circunstância, digo: saibam que vocês estão juntas com milhões de outras pessoas solidárias; ao fazê-lo, estamos juntas para valorizar as conquistas umas das outras no enfrentamento da desigualdade e exploração.”

Já na Conferência Cristã da Ásia, debateu-se o modo como a liderança das mulheres transforma o mundo. O secretário-geral da organização, Mathews George Chunakara, refletiu sobre o tema e enfatizou o papel exemplar que a mulher tem assumido “no serviço à humanidade em todos os contextos”. Lembrou ainda, no entanto, que “as mulheres continuam sub-representadas em posições de liderança em quase todos os setores, incluindo igrejas e organizações religiosas”.

 

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