Primeiro-ministro etíope recebeu carta

Líderes internacionais pedem o fim da violência no Tigré

| 15 Jun 21

Refugiados tigrés no campo de Um Rakuba, em Gedaref (Sudão); a 18 de fevereiro, a Frente de Libertação do Povo Tigrés festejou no campo a data da sua fundação. Foto © Tomás Sopas Bandeira, cedida pelo autor.

 

Sete líderes com experiência na resolução de conflitos escreveram ao primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, pedindo-lhe que tome medidas imediatas para pôr fim à violência e atrocidades cometidas na região do Tigré.

A carta, citada pela IPS, refere as “graves violações e abusos dos direitos humanos”, como “execuções extrajudiciais, violência sexual, pilhagem e destruição de propriedade, execuções em massa, detenções arbitrárias” e deslocação forçada de populações que obrigaram ao êxodo de milhares de pessoas.

O texto é assinado por José Ramos-Horta, antigo Presidente de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz 1996; Ban Ki-moon, ex-Secretário-Geral da ONU; a ex-Presidente da Finlândia, Tarja Halonen; a antiga Enviada Especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi; o bispo emérito (luterano) de Oslo e antigo vice-presidente do Comité Nobel, Gunnar Stalsett; o antigo Presidente da Eslovénia, Danilo Turk; e o antigo sub-Secretário Geral da ONU e Enviado Especial para a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng.

Cerca de 4,5 milhões numa população de 6 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária imediata, diz o texto, que pede ao primeiro-ministro Ahmed, ele próprio Nobel da Paz em 2019, que aceite investigações independentes e credíveis sobre as violações dos direitos humanos por todos os intervenientes no conflito; que considere a criação de um tribunal para responsabilizar os perpetradores eritreus de crimes de guerra; que coopere com as organizações regionais e a comunidade internacional para facilitar o diálogo, a reconciliação e a cura; que cesse as hostilidades; que facilite o trabalho do pessoal humanitário internacional; e que emita ordens para proteger todos os civis em Tigré.

 

Escutar todos, com horizontes para lá das “fronteiras” da Igreja

Inquérito sobre o Sínodo

Escutar todos, com horizontes para lá das “fronteiras” da Igreja novidade

O Papa observava, no encontro sinodal com a sua diocese de Roma, no último sábado, 18, que escutar não é inquirir nem recolher opiniões. Mas nada impede que se consultem os cristãos sobre as “caraterísticas e âmbito” que “entendem dever ter a escuta que as igrejas diocesanas são chamadas a realizar, desde 17 de outubro próximo até ao fim de março-abril de 2022. Era esse o terceiro ponto da consulta feita pelo 7Margens, cujas respostas damos hoje a conhecer.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Nova estratégia de combate ao antissemitismo será apresentada em outubro

União Europeia

Nova estratégia de combate ao antissemitismo será apresentada em outubro novidade

A União Europeia (UE) deverá divulgar, no próximo mês de outubro, uma “nova estratégia de combate ao antissemitismo e promoção da vida judaica”. A iniciativa surge na sequência da disseminação do racismo antissemita em inúmeros países da Europa, associada a teorias da conspiração que culpabilizam os judeus pela propagação da covid-19, avançou esta quarta-feira, 22, o Jewish News.

Livrai-nos do Astérix, Senhor!

Livrai-nos do Astérix, Senhor! novidade

A malfadada filosofia do politicamente correcto já vai no ponto de apedrejar a cultura e diabolizar a memória. A liberdade do saber e do saber com prazer está cada vez mais ameaçada. Algumas escolas católicas do Canadá retiraram cerca de cinco mil títulos do seu acervo por considerarem que continham matéria ofensiva para com os povos indígenas.

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga

João Lavrador deixa Açores para Viana

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga novidade

Com a escolha de João Lavrador para a sede vacante de Viana fica agora Angra sem bispo. Mas Braga já está à espera de sucessor há dois anos, enquanto em Leiria se perspectiva a sucessão talvez até final do ano. Há bispos que querem sair de onde estão, outros não querem alguns para determinados sítios. “Com todas estas movimentações, é difícil acreditar que a nomeação de um bispo seja obra do Espírito Santo”, diz um padre.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This