Apelo a patriarca Cirilo

Religiosos de Jerusalém pedem paz. Guerra é “blasfémia”, dizem cristãos

| 22 Mar 2022

Em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia, uma rapariga olha para a cratera deixada por uma explosão em frente a um prédio de apartamentos que ficou fortemente danificado durante os ataques militares russos em curso. Foto © UNICEF

Em 25 de fevereiro de 2022, em Kiev, na Ucrânia, uma rapariga olha para a cratera deixada por uma explosão em frente a um prédio de apartamentos que ficou fortemente danificado durante os ataques militares russos em curso. Foto © UNICEF

 

Um grupo de líderes religiosos de Jerusalém uniu-se para uma oração pela paz na Ucrânia, na segunda-feira, apelando à intervenção do patriarca Cirilo de Moscovo, junto do Governo russo, para travar a guerra. 

Também o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), da Igreja Católica, e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) publicaram esta terça-feira uma declaração conjunta contra a “agressão russa” na Ucrânia.

A iniciativa dos responsáveis judaicos, cristãos e muçulmanos de Jerusalém traduziu-se numa carta conjunta assinada e dirigida ao líder da Igreja Ortodoxa na Rússia, adiantou a agência Ecclesia.

“Nós, líderes religiosos que representamos muitas tradições religiosas, escrevemos para expressar a nossa preocupação com a guerra que está a acontecer na Ucrânia. Estamos conscientes da nossa obrigação religiosa de escolher a paz através do diálogo. O nosso papel é rezar e apoiar resoluções pacíficas de situações de conflito”, pode ler-se na missiva, divulgada por via digital.

Os 150 signatários lamentam ver “pessoas de fé umas contra as outras”, num conflito que “representa um risco muito maior de destruição além da Ucrânia, incluindo a ameaça muito real de um acidente nuclear e um conflito maior entre potências com armas nucleares”.

“À luz da sua estreita ligação com o presidente Vladimir Putin, pedimos que lhe solicite que tome medidas imediatas para diminuir a escalada do conflito e procure uma solução pacífica”, pede o documento, dirigindo-se ao patriarca Cirilo.

Usar religião nesta guerra é “blasfémia”

Já na declaração conjunta do CCEE e da CEC, contra a “agressão russa” no território ucraniano, lê-se que “as religiões não podem ser usadas como meio para justificar esta guerra”. E acrescenta-se: “Todas as religiões, e nós como cristãos, estamos unidos na condenação da agressão russa, dos crimes que estão a ser cometidos contra o povo da Ucrânia e da blasfémia que é o uso indevido da religião neste contexto.”

O documento, enviado à agência Ecclesia, surge da reunião do Comité Conjunto CEC/CCEE, que decorreu esta segunda-feira em Bratislava.

“Pedimos aos líderes das nações e da comunidade internacional que façam tudo o que estiver ao seu alcance para acabar com a atual guerra na Ucrânia, que está a destruir vidas e causa um sofrimento incalculável”, indicam os responsáveis cristãos.

O texto destaca que o “coração da fé cristã é a paz e a reconciliação”, antes de agradecer pelo trabalho das várias Igrejas e ONG, juntamente com autoridades nos países vizinhos da Ucrânia e em toda a Europa, para acolher quem foge da guerra. CEC e CCEE saúdam ainda as vozes do povo russo que “protestam fortemente” contra a invasão.

“Continuamos a rezar pelo dom da paz e pedimos a todos os cristãos que se juntem a nós nesta oração, enquanto fortalecem os seus esforços para afirmar o valor da vida e promover ativamente a reconciliação”, conclui a declaração.

 

Sida: 60% das crianças entre os 5 e os 14 anos sem acesso a tratamentos

Relatório da ONU alerta

Sida: 60% das crianças entre os 5 e os 14 anos sem acesso a tratamentos novidade

O mais recente relatório da ONUSIDA, divulgado esta terça-feira, 29 de novembro,  é perentório: “o mundo continua a falhar à infância” na resposta contra a doença. No final de 2021, 800 mil crianças com VIH não recebiam qualquer tratamento. Entre os cinco e os 14 anos, apenas 40% tiveram acesso a medicamentos para a supressão viral. A boa notícia é que as mortes por sida caíram 5,79% face a 2020, mas a taxa de mortalidade observada entre as crianças é particularmente alarmante.

Gracia Nasi, judia e “marrana”

Documentário na RTP2

Gracia Nasi, judia e “marrana” novidade

Nascida em Portugal em 1510, com o nome cristão de Beatriz de Luna, Gracia Nasi pertencia a uma uma família de cristãos-novos expulsa de Castela. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império cobiçado, Gracia revelar-se-ia exímia gestora de negócios. A sua personalidade e o destino de outros 100 mil judeus sefarditas, expulsos de Portugal, são o foco do documentário Sefarad: Gracia Nasi (RTP2, 30/11, 23h20).

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

Bahrein

Descoberto mosteiro cristão sob as ruínas de uma mesquita

Há quem diga que este é o “primeiro fruto milagroso” da viagem apostólica que o Papa Francisco fez ao Bahrein, no início de novembro. Na verdade, resulta de três anos de trabalho de uma equipa de arqueólogos locais e britânicos, que acaba de descobrir, sob as ruínas de uma antiga mesquita, partes de um ainda mais antigo mosteiro cristão.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This