Líderes religiosos do Azerbaijão condenam ataques da Arménia, arcebispo arménio acusa Turquia de usar o país para perpetrar “um terceiro genocídio”

| 21 Out 2020

Passagem Mar Vermelho. T’Oros Roslin. Arménia.

Passagem do Mar Vermelho. Iluminura no Ritual de Vartan, de T’Oros Roslin, 1266, Jerusalém. Patriarcado arménio.

 

Perante a escalada de hostilidades no conflito entre a Arménia e o Azerbaijão, que nas últimas semanas voltaram a disputar o enclave de Nagorno-Karabakh, vários líderes religiosos do Azerbaijão condenaram os ataques por parte da Arménia, que na semana passada atingiram uma área residencial em Ganja, a segunda maior cidade do país, noticiou este sábado a agência turca Anadolu Agency. Um arcebispo arménio aponta, por seu lado, responsabilidades à Turquia, acusando-a de estar a usar o Azerbaijão para atacar a comunidade cristã da região.

“Nós, líderes religiosos do Azerbaijão, declaramos que estamos unidos ao povo, ao Estado e ao nosso presidente neste caminho certo. Exigimos a implementação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que estipulam a saída incondicional do exército arménio dos territórios ocupados do Azerbaijão”, escreveram os representantes religiosos numa declaração conjunta.

O texto foi assinado pelo Grão Mufti do Cáucaso, Allahsukur Pashazadeh, pelo bispo da Igreja Ortodoxa Russa, Alexandr, pelos líderes das comunidades judaicas, Milikh Yevdayev e Aleksandr Sharovsky, e ainda da Igreja Cristã Alban Udi, Robert Mobili.

Os responsáveis das diversas Igrejas organizaram uma reunião conjunta, durante a qual o Grão Mufti fez questão de deixar um agradecimento ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan, e a Ali Erbas, responsável pelo gabinete da presidência para os Assuntos Religiosos.

Um dia antes, o primaz da diocese de Artsakh (a designação arménia para Nagorno-Karabakh) da Igreja Apostólica Arménia, Pargev Martirosyan, afirmara à agência espanhola EFE que a Turquia estava a utilizar o Azerbaijão para atacar a comunidade cristã no enclave e a perpetrar um “terceiro genocídio” contra a mais antiga nação cristã do mundo. Tanto Martirosyan como o patriarca e Catholicos dos Arménios, Karekin II, consideram, todavia, que este “nunca foi um conflito religioso“.

 

“Desrespeito chocante pela vida”, denuncia Amnistia

Já esta segunda-feira, 20 de outubro, a Amnistia Internacional (AI) emitiu um comunicado denunciando a utilização de armamento pesado no conflito, particularmente em áreas povoadas, e pedindo que o recurso ao mesmo “pare imediatamente”.

Peritos da equipa de resposta de crise desta organização de defesa dos direotos humanos analisaram as provas disponíveis e concluíram que tanto a Arménia como o Azerbaijão estão a usar armas pesadas de grande alcance em zonas residenciais densamente povoadas, “no que parece ser uma violação da lei humanitária internacional”.

A Amnistia afirma que mísseis balísticos e salvas de rockets conhecidos pela sua falta de precisão estão na origem das mortes de civis dos últimos dias na região e considera estar perante um “desrespeito chocante pela vida e pelas leis da guerra”.

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Reino Unido

Judeus do Partido Trabalhista atacam política de Israel novidade

Glyn Secker, secretário da Jewish Voice For Labor – uma organização que reúne judeus membros do Partido Trabalhista ­–, lançou um violento ataque aos “judeus que colocam Israel no centro da sua identidade” e classificou o sionismo como “uma obscenidade” ao discursar no dia 10 diante de Downing Street, durante um protesto contra os ataques de Israel na faixa de Gaza.

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Evento "importantíssimo" para o país

Governo assume despesas da JMJ que Moedas recusou

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, chegou a acordo com o presidente da Câmara de Lisboa sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, comprometendo-se a – tal como exigia agora Carlos Moedas – assumir mais despesa do evento do que aquela que estava inicialmente prevista, noticiou o Expresso esta quarta-feira, 3.

Multiplicar o número de leitores do 7MARGENS

Em 15 dias, 90 novos assinantes

Durante o mês de julho o 7MARGENS registou 90 novos leitores-assinantes, em resultado do nosso apelo para que cada leitor trouxesse outro assinante. Deste modo, a Newsletter diária passou a ser enviada a 2.863 pessoas. Estamos ainda muto longe de duplicar o número de assinantes e chegar aos 5.000, pelo que mantemos o apelo feito a 18 de julho: que cada leitor consiga trazer outro.

Parceria com Global Tree

JMJ promove plantação de árvores

A Fundação Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 e a Global Tree Initiative estabeleceram uma parceria com o objectivo de levar os participantes e responsáveis da organização da jornada a plantar árvores. A iniciativa pretende ser uma forma de assinalar o Dia Mundial da Conservação da Natureza, que se assinala nesta quinta-feira, 28 de julho.

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Nos 77 anos do ataque atómico

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“Apelo a todos os membros” do Parlamento japonês, “bem como aos membros dos conselhos municipais e provinciais” para que se “encontrem com os hibakusha (sobreviventes da bomba atómica), ouçam como eles sofreram, aprendam a verdade sobre o bombardeio atómico e transmitam o que aprenderem ao mundo”, escreve, numa carta lida nas cerimónias dos 77 anos do ataque atómico sobre Nagasaki, por um dos seus sobreviventes, Takashi Miyata.

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