Afeganistão duas décadas depois

Líderes religiosos e políticos falam de vergonha e solidariedade

| 26 Ago 21

jean-claude hollerich, foto conferencia episcopal espanhola wikimedia commons

“É muito claro que todos os Estados da União Europeia têm de fazer tudo o que for possível para salvar o maior número de pessoas e também para acolhê-las”, afirmou o cardeal Jean-Claude Hollerich, arcebispo de Luxemburgo. Foto © Conferência Episcopal Espanhola / Wikimedia Commons.

 

A propósito da situação que se vive no Afeganistão, o cardeal Jean-Claude Hollerich, arcebispo de Luxemburgo e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), disse no dia 25 de agosto, em entrevista à agência católica de notícia SIR (italiana): “Sinto-me envergonhado. Que vergonha para a Europa e para o Ocidente! Falamos muito sobre valores, mas onde estão os nossos valores no Afeganistão agora?”

“A única coisa que estamos  a discutir é o que fazer para evitar um grande número de refugiados, em vez de ajudar essas pessoas. Essa atitude deixa-me envergonhado. Demos esperança àquele povo e agora deixamo-mo-lo no inferno de Dante”, disse Hollerich, citado pelo diário Religión Digital. Hollerich, um jesuíta de 62 anos, foi nomeado pelo Papa Francisco, a 8 de julho deste ano, relator geral da próxima assembleia geral do Sínodo dos Bispos que terá lugar no último trimestre de 2023.

“É muito claro que todos os Estados da União Europeia – e a União Europeia ela própria – têm de fazer tudo o que for possível para salvar o maior número de pessoas e também para acolhê-las”, sublinhou o presidente da COMECE, desta vez em declarações ao Vatican News. A criação de campos de refugiados não é, de acordo com o cardeal, uma solução.

E concluiu: “A Europa surge como uma grande professora, sempre a ensinar às pessoas o que elas deveriam fazer. Mas quando temos de agir, não agimos e não seguimos os padrões elevados que ensinamos aos outros”.

Também em Portugal diversas vozes em defesa do acolhimento de refugiados afegãos se têm feito ouvir, nomeadamente a de Jorge Sampaio, que nesta quinta-feira, 26, publicou no jornal Público um artigo de opinião em que solicitava a “todos os parceiros da Plataforma [Global para os Estudantes Sírios, criada em 2013] para que colaborem sempre mais connosco. Façamos uma vez mais prova de que sabemos estar à altura das nossas responsabilidades.” O ex-Presidente da República noticiava o próximo lançamento, no âmbito daquela Plataforma a que preside, de “um programa de emergência de bolsas de estudo e de oportunidades académicas para jovens afegãs.” (Ver artigo no Público, exclusivo para assinantes)

 

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