O Conselho Coreano de Líderes Religiosos (CCRL) — que inclui as lideranças das sete religiões mais importantes da Coreia do Sul, em particular budistas, católicos e protestantes fez um vibrante apelo ao novo presidente da República a que se entregue à tarefa de “curar a nação profundamente dividida”.
Aquele Conselho publicou um comentário nesta quarta-feira, dia em que tomou posse Lee Jae-myung, do Partido Democrático, vitorioso na eleição que ocorreu no dia anterior, na sequência de uma crise aberta pelo anterior titular do cargo, em 3 de dezembro de 2024, ao impor a lei marcial no país, ao arrepio da constituição, que levou ao seu impeachment confirmado por um tribunal constitucional no início de abril deste ano. Entretanto, nos escassos meses decorridos até à eleição, a Coreia do Sul conheceu três presidentes.
“Esperamos ver um presidente que entenda a necessidade de unidade e que consiga ouvir diferentes vozes para tirar este país da crise”, afirma o comunicado do CCRL, citado pelo jornal Korea Herald.
O líder da Ordem Jogye, o maior ramo dos budistas, sublinhou que Lee Jae-myung deveria ter como prioridade as condições de subsistência das pessoas, sendo o cuidado a prestar nesse campo um fator para restaurar a confiança popular no governo. Por sua vez , o líder do budismo Won, instou Lee a ajudar a cultivar um clima de tolerância. “Um país construído com base na esperança e na harmonia é inaugurado por um líder que acolhe as diferenças”, disse ele.
Por sua vez, o bispo que preside à Conferência Episcopal Católica da Coreia, enfatizou a resolução das hostilidades que “ainda estão acirradas no país”.
“O país precisa de um presidente que encontre o caminho para a justiça e a paz”, acrescentou o responsável católico.
Um esforço maior no sentido de uma Península Coreana mais pacífica foi também o que defendeu o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia, uma das quatro maiores alianças protestantes do país. O seu secretário geral pediu também ao novo presidente que dê atenção aos mais pobres, especialmente os deficientes e migrantes.
Segundo dados divulgados pela Reuters, a eleição presidencial desta terça-feira registou uma taxa de participação de quase 80 por cento dos 44,39 milhões de eleitores, a mais elevada desde 1997. Com praticamente a totalidade dos votos contados, Lee e o seu Partido Democrata, obteve 49,3, contra 41,3 do Partido Popular (conservador).










