Reunida em Seminário Internacional

Liga Operária Católica apela aos trabalhadores que se sindicalizem

| 19 Jun 2024

Seminário Internacional da LOCMTC, em Santarém, junho 2024. Foto LOCMTC

O encontro contou com a participação de membros da LOC/MTC de várias dioceses de Portugal, assim como de outras organizações nacionais e internacionais. Foto © LOC/MTC

“Precisamos que os sindicatos sejam mais fortes e tenham mais força nas negociações e apelamos a todos os os trabalhadores a unirem-se em volta das suas associações”. A afirmação é dos representantes da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), que estiveram reunidos no passado fim de semana no Museu da Central do Caldeirão, em Santarém, para o seu Seminário Internacional.

Subordinado ao tema “Inflação e perda de poder de compra, o que fazer?”, o encontro contou com a participação de membros da LOC/MTC de várias dioceses de Portugal, assim como de outras organizações nacionais e internacionais, nomeadamente a Confederação Francesa dos Trabalhadores Cristãos, o KAB – Movimento dos Trabalhadores Católicos da Alemanha, e o  EZA – Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores.

Reconhecendo que há uma “dificuldade de motivação para a participação cidadã nos dias de hoje” e em geral na “mobilização das pessoas”, os vários participantes foram unânimes em concluir que a união dos trabalhadores em torno das respetivas associações é determinante “para recuperar a credibilidade, a capacidade de intervenção e a participação mais efetivas dos sócios”, pode ler-se no comunicado final do seminário, enviado ao 7MARGENS.

Entre as principais preocupações manifestadas, incluem-se “a falta de rendimentos das pequenas poupanças nos bancos” e o facto de continuar a haver setores “que pagam sempre o salário mínimo, sem progressão na carreira profissional, o que leva esses trabalhadores a terem reformas baixas ao fim da sua longa carreira contributiva e assim se mantém os ciclos de pobreza”.

Apesar de existirem diferenças nas realidades dos países de proveniência dos participantes, todos “evidenciaram uma questão comum: os salários não aumentaram o suficiente para suprir a taxa de inflação. Entre os trabalhadores com salários mais baixos aumentou o risco de pobreza extrema. As famílias com crédito à habitação e com salários mais baixos vivem com grande aperto financeiro”, sublinha a nota de imprensa.

Assim, “é urgente um salário mínimo justo e apoio às reformas mais baixas, que permitam uma vida com dignidade para que deixem o limiar da pobreza”, concluíram. E também “é imperativo uma maior fiscalização e regulação na especulação de preços sem nenhum controlo”.

 

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