Livro “A Igreja de São Cristóvão de Lisboa” recupera caso de intervenção única no património

Igreja de São Cristóvão, no bairro da Mouraria, em Lisboa. Foto: Direitos reservados
A Igreja de São Cristóvão de Lisboa é o título do livro que será apresentado nesta sexta-feira, 13 de Dezembro, às 18h, naquela igreja da Mouraria que teve um programa de reabilitação iniciado com o projecto vencedor do Orçamento Participativo de Lisboa – um caso único de envolvimento de uma comunidade católica, artistas, investigadores e a autarquia.
O programa, intitulado Arte por São Cristóvão, permitiu – e o livro revela-o – trazer várias descobertas à luz do dia: são exemplos uma tampa de sepultura pertencente a um membro da família Miranda que ali tinha o seu panteão ou várias peças de escultura pertencentes à Igreja, deslocadas ao longo dos tempos, permitindo “refazer” o programa de imaginária do século XVII.
A Igreja de São Cristóvão, na Mouraria, é anterior à conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques. Tendo sofrido alterações ao longo dos séculos é, apesar disso, uma das poucas que sobreviveu praticamente intacta ao Terramoto de 1755. É apontada como um exemplo raro do proto-barroco em Lisboa, conservando o programa pictórico original, da autoria do pintor régio Bento Coelho da Silveira, e um valioso conjunto de talha dourada e estatuária.
Quer o programa, quer o livro, pretendem continuar a angariar fundos para a recuperação da igreja e do seu património artístico. Editado pela Câmara Municipal de Lisboa, o livro inclui textos de historiadores e historiadores de arte como Vítor Serrão, Sandra Costa Saldanha, Paulo Campos Pinto, Margarida Almeida Bastos, Fernando Peixoto Lopes, Sílvia Ferreira e Inês Matoso.
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