Macron cria conselho de imãs para lutar contra a radicalização do islão

| 21 Nov 20

emmanuel macron, Foto: Jacques Paquier / Wikimedia Commons

O Presidente francês pretende que o conselho nacional de imãs entre em funções dentro de seis meses. Foto: Jacques Paquier / Wikimedia Commons.

 

O Presidente francês Emmanuel Macron recebeu os dirigentes do Conselho Francês de Culto Muçulmano (CFCM) que, a seu pedido, apresentaram as linhas gerais de um conselho nacional de imãs. O órgão ficará responsável por avaliar os imãs que oficiam no país e retirar a autorização àqueles que pregam uma doutrina radical, avançou o jornal Le Monde.

No encontro, que decorreu na noite de quarta-feira, 18 de novembro, Macron pediu ainda aos líderes religiosos muçulmanos que elaborem, em conjunto com o Ministério do Interior, uma “carta dos valores republicanos”, com a qual as nove federações do CFCM terão de se comprometer. Este documento, que irá reconhecer os valores da República, especificar que o islão em França é uma religião e não um movimento político, e estipular o fim da ingerência ou afiliação com estados estrangeiros, deverá estar pronto dentro de 15 dias, altura em que o chefe de Estado pretende voltar a reunir com o conselho.

Consciente de que, entre as nove federações que constituem o CFCM, algumas não têm “uma visão republicana” (como a Milli Görüs, de obediência turca, e a Muçulmanos de França, antiga União das Organizações Islâmicas de França – UOIF), Macron deixou o aviso: “Se alguns não assinarem esta carta, haverá consequências”.

O conselho de imãs irá funcionar como uma espécie de ordem (à semelhança do que acontece com médicos e advogados), que não só terá autoridade para certificar se os imãs podem oficiar em França, como poderá retirar a sua aprovação nos casos de violação da carta ou de um código de ética que será também elaborado. Este órgão deverá começar a funcionar dentro de seis meses.

De acordo com o Le Monde, o objetivo do Presidente francês é pôr fim, no prazo de quatro anos, à presença em França dos 300 imãs estrangeiros “destacados” pela Turquia, Marrocos e Argélia, os quais têm sido associados à politização dos espaços islâmicos.

 

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