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Direito de resposta

Mãe de Miguel Salazar contesta acusações

| 10/04/2026

A propósito do texto de opinião de Filipe Moisés, publicado no 7MARGENS comentando as acusações de Miguel Salazar à sua mãe, recebemos desta, Maria Helena Costa, com pedido de publicação ao abrigo do direito de resposta, o texto que a seguir reproduzimos. Este comunicado é o mesmo que foi enviado aos meios de comunicação que abordaram a história de vida do filho.

 

Face às recentes notícias e declarações públicas que me visam directamente com acusações graves e infundadas, cumpre-me, em meu nome e da minha família, prestar o devido esclarecimento. Importa sublinhar que, embora os ataques me sejam dirigidos pessoalmente, o meu filho foi criado e educado por ambos os progenitores – pai e mãe – num ambiente de valores partilhados. Assim, de forma inequívoca e veemente, vimos por este meio expor o seguinte:

1)      Negamos categoricamente todas as alegações de violência física ou psicológica contra o nosso filho, que hoje é adulto. Jamais o agredimos ou maltratámos por qualquer motivo – nomeadamente pela sua orientação sexual – e nunca proferimos as afirmações que nos são atribuídas. Tais alegações são falsas, distorcidas e não correspondem à realidade. Repudiamos qualquer narrativa que nos procure retratar como autores de abusos ou actos de ódio.

2)      Enquanto cristãos, o nosso amor pelos nossos filhos é incondicional e alicerçado no Evangelho. Reconhecemos em cada um deles a imagem de Deus, amando-os independentemente das suas escolhas ou percursos. Mantemos sempre as portas do diálogo abertas, com respeito e afecto, mesmo perante divergências profundas de visão do mundo. O nosso posicionamento não advém de uma rejeição pessoal, mas da defesa das convicções que professamos.

3)      Lamentamos profundamente que desacordos do foro familiar estejam a ser instrumentalizados por sectores da esquerda e colectivos LGBTQIA+ como arma política contra a minha pessoa e o meu partido. Esta campanha visa, claramente, silenciar vozes conservadoras e cristãs que se opõem à medicalização de crianças e adolescentes, bem como à promoção de tratamentos irreversíveis que afectam o corpo e a fertilidade dos mais jovens. A nossa posição – partilhada por inúmeros portugueses preocupados com a protecção da infância – baseia-se na ciência, no bom senso e nos valores constitucionais.

4)      Esta diabolização pública gera um ambiente perigoso de incitação ao ódio e coloca a nossa família sob ameaça directa. Limita a nossa liberdade de circulação e expõe as nossas netas a riscos reais. Infelizmente, já assistimos a actos de violência extrema, como o arremesso de cocktails molotov contra participantes da Caminhada pela Vida no último sábado, o que prova como esta retórica pode degenerar em agressões físicas concretas.

5)      Apelamos aos órgãos de comunicação social para que pratiquem um jornalismo responsável, isento e plural, que não amplifique narrativas unilaterais e que respeite a liberdade de consciência e de religião consagradas na Constituição da República Portuguesa.

A nossa causa é a defesa da família, da vida e da protecção das crianças — sempre com amor, sem violência e com total confiança na justiça.

Maria Helena Costa

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