Olimpíadas

Maior equipa de refugiados da história participa nos Jogos de Paris

| 5 Mai 2024

Alguns dos atletas que integram a equipa de refugiados: é a terceira vez e esta é a maior de sempre. Foto © Comité Olímpico Internacional.

Alguns dos atletas que integram a equipa de refugiados: é a terceira vez e esta é a maior de sempre. Foto © Comité Olímpico Internacional.

 

Os Jogos Olímpicos de Paris, que se realizam entre os próximos dias 26 de julho e 11 de agosto, vão contar com a maior equipa de refugiados da história, constituída por mais do triplo dos atletas em relação ao primeiro grupo de refugiados, que participou nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Esta será apenas a terceira vez que uma equipa de refugiados participará nuns Jogos Olímpicos, noticia o serviço de informação das Nações Unidas.

A equipa será constituída por 36 atletas de 11 países como a Síria, Sudão, Irão e Afeganistão. Os desportistas vão participar em 12 modalidades e, pela primeira vez, esta equipa especial vai competir com emblema próprio, onde poderá ser visível uma flecha e um coração. Grande parte dos atletas foram selecionados entre refugiados apoiados pelo Programa de Bolsas de Atletas Refugiados, financiado pelo programa de Solidariedade Olímpica do Comité Olímpico Internacional (COI), gerido pela Fundação de Refúgio Olímpico.

A primeira equipa de refugiados que o COI formou, para as Olimpíadas do Rio, em 2016, era então constituída por dez elementos. O objetivo era então “aumentar a sensibilização para a questão [dos refugiados], à medida que centenas de milhares de pessoas chegavam à Europa, vindas do Médio Oriente e de outros lugares, fugindo do conflito e da pobreza”, explicou Thomas Bach, presidente do COI. Em 2021, um grupo de 29 atletas participou nas Olimpíadas de Tóquio.

Filippo Grandi, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), considera que estes atletas “representam o que o ser humano pode fazer, mesmo diante de extremas adversidades”. O responsável considera que esta iniciativa mostra como o “desporto pode ser transformador para pessoas cujas vidas foram perturbadas em circunstâncias muitas vezes angustiantes”.

 

Texto redigido por Juliana Batista/revista Fátima Missionária, ao abrigo da parceria com o 7MARGENS.

 

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