
Criança Yazidi no Iraque. Mais de 1.300 crianças yazidis raptadas pelo ISIS continuam desaparecidas. Foto © Adam Ferguson/Amnistia Internacional
O destino de cerca de 1.300 crianças yazidis desaparecidas continua a ser desconhecido, dez anos depois do genocídio perpetrado pelo Estado Islâmico (ISIS) contra a população de Sinjar (Iraque), e milhares de outras continuam sem casa, a viver em tendas ou no meio de escombros da cidade, alertou esta quinta-feira, 1 de agosto, a Save the Children.
A 3 de agosto de 2014, o ISIS matou, capturou e obrigou a fugir todos os 400 mil yazidis que viviam em Sinjar, num ato genocida que afetou sobretudo as crianças. Cerca de 10 mil yazidis foram mortos ou raptados, sendo metade menores. Dos cerca de 6.400 yazidis raptados, estima-se que cerca de metade eram crianças.
Rapazes com apenas sete anos foram enviados para campos de treino do ISIS e raparigas de nove anos foram sujeitas a violação e escravização sexual, revela um relatório da organização de defesa dos direitos das crianças. Até à data, foram resgatadas apenas 3.500 pessoas, incluindo duas mil crianças, segundo a Nadia’s Initiative.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU, dez anos depois do massacre, cerca de 200 mil yazidis continuam deslocados das suas comunidades no Iraque. Muitos continuam sem casa, a viver em tendas em campos de acolhimento com pouco acesso a educação ou a cuidados de saúde adequados.









