As cheias que atingiram o Gana nas últimas semanas já deixaram mais de 19 mil pessoas sem casa, incluindo perto de seis mil crianças. A Cáritas tem estado a socorrer as populações, através da distribuição de alimentos e outros bens, e voltou a apelar para que o problema, que se arrasta há já quase duas décadas, seja resolvido “na sua origem”, avançou esta quinta-feira, 1 de outubro, o Vatican News.
Mais de 2.500 casas foram destruídas, pelo menos sete pessoas perderam a vida e cerca de 4.500 hectares de plantações ficaram inutilizados devido às inundações. Mas “a dimensão total do desastre humanitário ainda não foi contabilizada, porque ainda existem possíveis consequências da poluição da água causada pelas cheias”, alertou o bispo Alfred Agyenta, da diocese de Navrongo-Bolgatanga, no norte do Gana, uma das mais afetadas pelas cheias.
Além das chuvas torrenciais, várias inundações neste país da África Ocidental, situado no Golfo da Guiné, têm sido provocadas por uma rutura da barragem de Bagrè, no Burkina Faso, que faz fronteira com o Gana. A barragem foi construída em 1992 e desde então que representa um risco acrescido para as populações do nordeste do Gana. O coordenador da Cáritas local, Zan Akologo, sublinhou a importância de se encontrar uma solução para o problema da barragem, que “atenuaria as consequências dos desastres naturais recorrentes”.










