Mais de 700 músicos britânicos unidos contra o racismo

| 4 Ago 20

carta aberta musicos britanicos racismo Foto FB Love Record Stores

As três maiores editoras de música – Sony Music, Warner Music e Universal Music Group – estão entre os mais de 700 signatários da carta aberta contra o racismo. Foto: Love Record Stores.

 

De Rita Ora a Placebo, passando por James Blunt, Leona Lewis, Lewis Capaldi, ou Little Mix, a lista de músicos, bandas, compositores, produtores, agentes e editores que assinaram uma carta aberta contra o racismo e a discriminação conta com mais de 700 nomes. A missiva foi publicada este domingo pela revista Variety e surge na sequência dos protestos Black Lives Matter (“As vidas negras importam”) e de uma polémica recente envolvendo o rapper britânico Wiley, acusado de fazer publicações antissemitas nas suas redes sociais.

“Nós, representantes da indústria musical, escrevemos isto para expressar e demonstrar que o amor, a união e a amizade têm de ser a nossa causa comum – não a divisão e o ódio”, afirmam os músicos na carta que intitulam de #NoSilenceInMusic.

“Seja através do racismo sistémico e da desigualdade racial sublinhada pela brutalidade policial na América ou do racismo antijudaico promulgado através de ataques online, o resultado é o mesmo: suspeição, ódio e divisão. Estamos no nosso pior quando nos atacamos uns aos outros”, denunciam.

Com esta iniciativa, os profissionais da música no Reino Unido, incluindo representantes das três maiores editoras (Sony Music, Warner Music e Universal Music Group), pretendem mostrar que estão “orgulhosamente a unir-se para amplificar as suas vozes, para assumir responsabilidade, para falar e levantar-se em solidariedade”.

“O silêncio não é uma opção”, defendem, considerando que “através da música, da educação e da empatia” é possível “encontrar união”. Assim, concluem, “estamos juntos, para educar e acabar com o racismo agora e para as gerações futuras”.

 

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