Perseguição continua

Mais dez associações banidas na Nicarágua, quatro delas cristãs

| 29 Fev 2024

Um homem segura uma bandeira nacional durante uma missa pela paz na Nicarágua na catedral de Manágua. Foto Vatican Media

Um homem segura uma bandeira nacional durante uma missa pela paz na Nicarágua, na catedral de Manágua. Foto © Vatican Media

 

Há apenas dez dias, o Governo da Nicarágua retirava a personalidade jurídica à associação nacional de escutismo e a outras sete instituições de cariz social ou religioso. Agora, mais dez organizações não governamentais (ONG) foram banidas, quatro delas cristãs. O Vatican News fala de “uma espoliação silenciosa, perpetrada de forma sistemática, que está gradualmente a apagar dezenas e dezenas de organizações cristãs e católicas da geografia de associações do país”.

A decisão de cancelar a personalidade jurídica destas associações foi tomada pelo Ministério do Interior do Governo liderado por Daniel Ortega e divulgada esta terça-feira, 27 de fevereiro, no seu órgão informativo “La Gaceta”.

Os motivos apontados para o encerramento das instituições são os habituais, relacionando-se com o alegado incumprimento da lei por não apresentarem os relatórios financeiros exigidos. Todos os bens móveis e imóveis destas instituições serão transferidos para o Estado.

Entre as ONG fechadas estão a católica Associação Máter Puríssima Nicaraguense Ano 2000 e as evangélicas Associação Igreja O Novo Remanescente, Fundação Cristã Renova-me Senhor e Associação Igrejas Apenas Jesus Cristo Salva Atos 4:12. Também a Fundação Águas Bravas Nicarágua (ABN), que desde 2013 oferecia apoio a mulheres que foram vítimas de abuso sexual na infância, foi obrigada a encerrar, assim como a Universidade de Administração, Comércio e Aduana María Guerrero (UNACAD).

Desde 2018, mais de 3.500 organizações foram banidas na Nicarágua, entre partidos políticos, associações e ONG.

 

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