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D. Manuel no encontro com o Caminho Neocatecumenal. Foto © Patriarcado de Lisboa

Conselho Pastoral e diáconos permanentes

Mais orgãos do Patriarcado saem em defesa do Patriarca de Lisboa

| 11/08/2022

D. Manuel no encontro com o Caminho Neocatecumenal. Foto © Patriarcado de Lisboa

D. Manuel continua a recolher declarações de apoio da parte dos orgãos do Patriarcado. Foto © Patriarcado de Lisboa

 

A Comissão Permanente do Conselho Pastoral Diocesano e da Comissão Coordenadora do Diaconado Permanente emitiram notas de apoio a D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, na sequência das polémicas que envolveram o prelado e o Patriarcado nas últimas semanas, seguindo o exemplo do Secretariado Permanente do Conselho Presbiteral, que foi o primeiro orgão diocesano a emitir uma nota de apoio ao bispo de Lisboa.

Na nota da Comissão Coordenadora do Diaconado Permanente, pode ler-se que o orgão acompanhou «com atenção e tristeza, as notícias das últimas semanas sobre a Igreja em Portugal, e a Igreja diocesana de Lisboa em particular, notícias essas geralmente acompanhadas de muitas especulações e inverdades, nomeadamente acerca do Patriarca de Lisboa».

Por isso, os representantes dos diáconos permanentes vieram a público para fazer «eco daquilo que muitos dos diáconos da diocese nos têm transmitido ao longo destes dias» e «manifestar ao nosso Patriarca o nosso afeto e proximidade, bem como a nossa fidelidade e incondicional comunhão».

Após esta nota, foi a vez da Comissão Permanente do Conselho Pastoral Diocesano ver a público defender o seu bispo, destacando «a entrega incondicional e sem reservas do Sr. D. Manuel Clemente ao serviço da Igreja e da sociedade portuguesa».

Os membros da Comissão relevam «o seu [D. Manuel Clemente] empenho decidido no combate à chaga dos abusos sexuais de menores e pessoas vulneráveis nos ambientes eclesiais, com atenção primordial à proteção das vítimas, na possível reparação dos danos do passado e na mais cuidada e vigorosa prevenção da sua repetição no futuro», e é por isso que consideram que a «intensa cobertura mediática» dos últimos dias tem provocado uma «condenação pública» com base em declarações «cujo sentido tem sido distorcido», sustentando que a dita cobertura mediática «não tem em conta a globalidade da sua ação neste campo e que nada tem a ver com a proteção das vítimas desse crime».

Em causa estão as notícias dos últimos dias que referem que D. Manuel Clemente terá, alegadamente, encoberto denúncias de abusos sexuais no Patriarcado de Lisboa. As notícias levaram a que o Patriarca de Lisboa se deslocasse ao Vaticano, para discutir com o Papa tudo o que se terá passado, e originaram alguns pedidos de demissão da parte de algumas figuras da sociedade civil, pese embora o facto de nenhuma das notícias saídas até ao momento configurarem um efetivo encobrimento, já que tudo foi tratado à luz do que se sabia na altura, justificou Manuel Clemente numa carta aberta que publicou uns dias depois da primeira notícia ter saído no jornal Observador.

Ambas as notas terminam, reforçando a «vontade» de continuar a trabalhar sob a direção e presidência do atual Cardeal Patriarca de Lisboa.

 

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