Mais tempo não é mais eternidade: evocação do padre Alberto Azevedo, nos 10 anos da sua morte

| 7 Nov 20

Padre Alberto Azevedo.

Padre Alberto Azevedo. Foto © Alfredo Cunha, cedida pelo autor.

 

Padre, professor e educador de sucessivas gerações de jovens na escola Sá de Miranda, em Braga, Alberto Azevedo viu passar pela sua vida muitos milhares de estudantes. Generoso, cívico, livre, emotivo, consciência crítica, eram características que marcavam quem conhecia este homem da Igreja que sempre lançou pontes para o exterior do catolicismo.
Nascido a
11 de Novembro de 1926 (faria anos daqui a dias), em Ribeirão (Famalicão) morreu há dez anos, em Braga, a 18 de Agosto de 2010, com 83 anos, na sequência de complicações de saúde que o tinham deixado acamado durante meses. Padre desde 15 de Agosto de 1950, destacou-se como professor de Educação Moral e Religiosa Católica, na escola Sá de Miranda, ao longo de mais de 40 anos.
Publicou várias obras, entre as quais Alceu Amoroso Lima – Tristão de Athayde e Acerca do Aborto e d’Outros Assuntos. Sobre ele, foram publicados Padre Alberto Azevedo – Um Mestre de Cidadania e Alberto Azevedo – Jubileu Sacerdotal, que recolhem textos do próprio e depoimentos de amigos. Nesta evocação, o autor, professor na Universidade do Minho, fala do percurso e da personalidade do padre Alberto Azevedo. 

 

A primeira imagem que guardo do padre Azevedo, à entrada do Liceu Sá de Miranda, teria eu 13 ou 14 anos, é de um homem franzino, num fato preto, com chapéu, um cigarro eternamente aceso entre os dedos longos. Sentava-se, olhava-nos de frente, com um genuíno interesse e atenção (a adolescência possui antenas longas para detectar este tipo de pessoas), ouvia-nos, respondia-nos sempre com outras perguntas. No fim das aulas convidava-nos para um café, pagava-nos um bolo no Viana, e a conversa fluía pela tarde dentro.

Na última imagem que dele tenho, no quarto de onde já não saía, rodeado de livros e retratos, o corpo gasto, pesado, repartido por tudo o que vivera, mantém o mesmo olhar arguto, o mesmo interesse, o mesmo desassombro, a palavra rápida, o mesmo empenho em se fazer próximo, em saber de nós, em cuidar de nós, como se desse gesto dependesse o equilíbrio da vida e o movimento geral das constelações e dos ventos.

O tempo usara cada fibra sua. E no entanto, ultrapassada a surda espessura dos anos, o negrume dos dias, ali continuava, velho, doente, desencantado com tanta morte à solta, mas com a mesma determinação, a mesma urgência, a mesma generosidade, como quem ainda, de repente, “chamasse um carro”, como tantas vezes aconteceu, um táxi que o levasse onde preciso fosse. Desse último encontro, como do primeiro, e de todos os outros de premeio, nas salas do Liceu, em reuniões e campos de férias, na subida lenta da Rua do Alcaide ou da Santa Margarida, guardo a presença de alguém que nunca se resignou a arrastar a vida como um fardo, mas sempre a ergueu como promessa. E assim o p. Azevedo, com o seu riso matreiro e quase infantil, foi sempre o mais jovem de nós todos.

 

Sumários de uma conversa inacabada
Padre Alberto Azevedo.

Um escrito do padre Alberto Azevedo: “Deus é amor. Jesus, o Mestre, veio revelar-nos que Deus é Pai…”

O padre Azevedo era um professor. Nunca se preocupou com programas; menos ainda com avaliações. Lembro-me bem como vociferou quando essa praga chegou de repente às aulas de Religião e Moral para, dizia-se na altura, lhes conferir dignidade e profissionalizar a docência. E ele, trocista: “estudem, estudem, preparem as aulas, não digam asneiras, que a dignidade virá por acréscimo”. Não, as suas aulas não seguiam esquemas fixos, não se preocupavam com objectivos, métricas, resultados de aprendizagem, testes e outras minudências. Os seus sumários, que escrevia meticulosamente no livro de ponto, não terminavam nunca porque eram apenas etapas de uma conversa inacabada. Nós de uma rede onde crescíamos e ele connosco. Rede para trampolim, mais do que de segurança. Tecida, ao contrário da teia de Penélope, na densidade do tempo e nas suas encruzilhadas. Sem se desfazer. E por isso o p. Azevedo marcou para sempre sucessivas gerações de alunos.

O padre Alberto Azevedo era exigente. Não nos dava descanso. Não nos deixava fugir à complexidade do real, à sua dureza. Repetia-nos o aforismo de Teilhard: há coisas que são legitimamente difíceis. Mas o p. Azevedo ia mais longe e explicava que a capacidade de atenção – bem mais precioso, dizia, a cultivar em nós – é também a de questionar permanentemente a irrealidade das nossas próprias construções mentais – essa bem urdida teia de ficções (pessoais e colectivas) que constituem as nossas visões do mundo.

O p. Azevedo era por isso mesmo um desmistificador. Nas suas aulas, Karl Marx era o Carlos Marques, sem que nessa passagem houvesse qualquer menorização. Contornando a sonoridade germânica do nome, reintroduzia-o nas nossas discussões simplesmente como o Carlos Marques. Um tipo fantástico, que escrevera umas coisas que parecia impossível que citássemos sem nunca havermos lido. Mas um tipo fantástico entre muitos outros. E então, dava-nos textos, levava-nos a debates, deixava-nos livros na caixa do correio. Essa pedagogia foi essencial na nossa formação intelectual. Gosto de pensar que de adolescentes pseudo-marxistas no ímpeto dos anos revolucionários, nos fez marxianos, como cartesianos somos todos afinal, e nos deu essa bagagem para permanecermos lúcidos.

 

Professor extraordinário, mestre de cidadania
Padre Alberto Azevedo.

O padre Alberto Azevedo com um grupo do Movimento Católico de Estudantes, em 1981.  Foto: Direitos reservados.

 

O p. Azevedo era um professor extraordinário. Tratava-nos por você. Dizia “o senhor já pensou nisto? Conhece este livro? Que faz o senhor no próximo Sábado?” Não o fazia para criar distâncias, ou “dar-se ao respeito”, expressão risível nessa época pós-revolucionária. Fazia-o para nos construir. Ou melhor, para cultivar terra onde medrássemos. Para nos conferir vez e voz, adolescentes que éramos, “uns e umas”, como gostava de dizer. Esse desígnio emancipatório foi, estou em crer, um dos principais combates da sua vida.

O p. Azevedo era professor de Religião e Moral. Mas o magistério que desse lugar exercia era bem mais vasto. Mestre de cidadania. Homem da liberdade, substituíra a peregrinação ao Sameiro por uma romagem à Senhora do Alívio, para que nos aliviasse ela da apagada e vil tristeza da ditadura. “Você quer aliviar-se de quê, ó senhor padre?” perguntara-lhe o pide de serviço.

Homem de combates, sempre humilde, mas vociferante na hora do debate, com uma consciência aguda do valor da participação democrática e do bem público – dois esteios civilizacionais progressivamente arredados do discurso e da prática dominante. Professor numa escola pública nunca o padre Azevedo compactuou com as doutrinas que reduzem o campo social ao prolongamento da esfera privada e arvoram com displicência a desregulação social e a privatização do serviço público que na voragem dos interesses deixa primeiro de ser público e, depois, de ser serviço. O p. Azevedo ensinou-nos a ler jornais e a formar opinião. A metermo-nos nas coisas. A nunca tomar como virtude a exclusiva procura do interesse próprio e esse é hoje para mim o seu legado político.

 

Cultivador do tempo, educador da memória, inconformista
Padre Alberto Azevedo.

Alberto Azevedo, em 1996: “Constante estímulo a olhar o que nos cerca, a fazer perguntas, a desconfiar das respostas redondas, lisas, sem instância crítica.” Foto: Direitos reservados.

 

O padre Azevedo era um cultivador do tempo, um educador da memória. Não como um armazém de emoções, recordações, saudades ao gosto do lirismo lusitano. Mas como uma construção pessoal que nos ajuda a não mistificar a realidade (sobretudo a nossa) e a evitar o culto narcísico do falso consolo.

O p. Azevedo era um inconformista. Constante estímulo a olhar o que nos cerca, a fazer perguntas, a desconfiar das respostas redondas, lisas, sem instância crítica. Foi assim nas suas aulas. Foi assim em cada encontro nosso, em cada carta, em cada livro. Por isso a sua escrita, a sua vida, foi insistente. Fez-se presente. Interrogou. Provocou. Repito: não nos deu sossego.

Sempre admirei nele o empenho nesta busca. E em “passar a escrito”, em não deixar de estar presente, em agitar as águas. Sei que o fez, não raro, com enorme sacrifício pessoal, ao longo de processos dolorosos, alguns que conheci de perto. Mas, sobretudo, com a inquietude de quem algumas palavras juntou, cada dia, à infindável torrente da Palavra. É essa, afinal, para muitos de nós (crentes ou não ou quase), o mais profundo sentido da sacramental disponibilidade da sua vida.

Devo dizê-lo agora: o p. Azevedo era padre. Foi o assistente da minha equipa nos movimentos estudantis da Acção Católica, primeiro a JEC (Juventude Escolar Católica), depois o MCE (Movimento Católico de Estudantes), aos quais dedicou o melhor da sua vida. Também aí nunca quis o padre Azevedo impor-nos percursos ou doutrinas, ele que odiava o pensamento único. Como escrevi no texto da homenagem que lhe fizemos em 1996, “soube permanecer disponível para percorrer connosco caminhos sem retorno. Neles ajudou a relativizar as nossas experiências e a alargar a nossa consciência, e por isso lhe estamos profundamente gratos.”

Na JEC e no MCE, ensinou-nos a procurar o que então se chamavam os “sinais dos tempos” e que hoje, a meio século do Concílio, parece coisa menos óbvia em diversos discursos eclesiais. Da memória cristã ensinou-nos o essencial: que os critérios para perceber a vinda da promessa são sempre os mesmos: os cegos vêem, os surdos ouvem, os coxos andam, aos pobres é anunciada a libertação. E que nada disto é uma panaceia pois como bem diz um verso da Adélia Prado: em certas manhãs desrezo / a vida do homem é muito miserável.

Aprendi a desrezar com ele. Li no Evangelho mas aprendi com o p. Azevedo que o único milagre é o da inclusão. Recordava-nos a multiplicação dos pães e explicava-a – o essencial não é do pouco se ter feito muito (para isso basta um governo razoável); o essencial é todos terem comido. Esse era o seu Deus com quem o imagino agora em longa cavaqueira pelas nuvens ou a rever mais um opusculozinho, “a tirar um documento” que ainda nos haverá de chegar às mãos.

 

Grande paixão, certeza difícil
Padre Alberto Azevedo.

Padre Alberto Azevedo. Foto não datada, provavelmente da altura da ordenação, em 1950. Direitos reservados.

Se Deus era o campo dos seus sonhos, a Igreja viveu-a o p. Azevedo como uma grande paixão e uma certeza difícil. Uma certeza dolorosa. Uma via sacra. Não quero alongar-me neste ponto. Ainda me perturba lembrar o modo como a Igreja que está em Braga, através de um seu então bispo auxiliar, oficial de serviço nessa tarde de Agosto de há 10 anos, perdeu na celebração do seu funeral, a oportunidade de, por uma vez, reconhecer o padre extraordinário que teve consigo, o seu contributo decisivo para que alguma credibilidade esta ainda tivesse e as portas (tantas portas!) se não fechassem de vez. Uma homilia baça, sem alma, de circunstância, e a proibição mesquinha de que fosse lido um testemunho de colegas do seu Liceu de sempre, substituiu desgraçadamente a esperada palavra institucional que lhe fizesse justiça. Não que esta incúria tenha sido motivada, como no passado, pela vontade de silenciarem uma voz incómoda. No fim de contas era o seu funeral. Duvido até que o dito auxiliar para tal tivesse a estatura necessária. Apenas, enfim, mesquinhez e mediocridade. É bem verdade que o padre Azevedo não daria a este incidente grande importância. Uma vez, em que eu protestava contra coisa semelhante, noutro contexto, respondeu-me com alguma matreirice “a Igreja é grande, e lá dentro há os que têm fé, os que não têm e, pior, os que a têm apenas no plural”.

Por fim, o mais importante. O p. Azevedo foi sobretudo um grande amigo. Um dos mais queridos dos meus amigos. Daqueles que nos espera em todas as esquinas, e nos adivinha os passos sem nunca procurar conduzi-los. Que nos escreve, nos ouve, nos prepara uma refeição, e faz uma vigília de espera quando tardamos.

A relação humana é por natureza espessa num duplo sentido: a materialidade confere-lhe substância, mas por outro lado a opacidade é incontornável (Eugénio: “quando nos apetecem claridades súbitas há ainda a gordura das palavras”). E nem sempre foi fácil esta relação com o p. Azevedo, a quem tanto devo, nem foi ausente de conflito este caminho.

Mas sempre nele o p. Azevedo foi o olhar atento, que valorizava menos as metas que os processos. Porque acreditava que se todos os caminhos vão dar a Roma, nem todos passam por Florença. E Florença, concluía, Florença é que é lindo! Dito de outra forma, o que conta não é chegar a ser, mas estar chegando. O final é o começo. E é por isso, é só por isso, que, conforme sem saber nos explicou, não morreremos de vez.

 

Projectos por cumprir, cuidador de relações

Padre Alberto Azevedo.

Padre Alberto Azevedo em 1981, com um grupo do Movimento Católico de Estudantes. Foto: Direitos reservados.

 

O padre Azevedo confidenciava dois projectos que não cumprira: estudar sociologia em Lovaina e tocar violino. De uma coisa e de outra falava sempre com uma certa nostalgia. Numa das últimas vezes em que nos cruzámos, voltou a contar-me “sabe que em certa altura estive quase a ir para Lovaina?” E justificava-se “infelizmente, uma vez e outra não fui a tempo”. Mas logo a seguir, citando de memória o grande poeta castelhano, “mas sabe, Luís, mais tempo não é mais eternidade”. Não sei se até hoje consegui perceber completamente o alcance deste verso. Mas sei que ninguém o teria dito com tanta propriedade.

Em toda a sua vida o p. Azevedo foi um construtor de relações, um cuidador de relações. Acreditava que a profundidade da relação humana era o único antídoto contra a fatalidade da história. Ela era para o padre Azevedo o próprio nome de Deus. Por isso o seu corpo, como o dos mestres sufis, se foi com anos tornando transparente. Hoje uma ausência, é certo. Mas uma ausência habitada, uma ausência enamorada.

Quando há 10 anos me disseram que morrera lembrei-me como ele gostava de escrever “adeus” com uma grafia própria: “A Deus!”. E durante todo o dia, ao rever comovido a sua vida inconformada e a absoluta generosidade dos seus gestos, fui repetindo comigo mesmo, como uma litania, os versos de Sophia: “só o olhar daqueles que escolheste, nos dá o Teu sinal entre os fantasmas.”

Padre Alberto Azevedo.

O autor do texto com o padre Alberto Azevedo, em 2001. Foto: Direitos reservados.

 

Luís Soares Barbosa, Novembro 2020

 

Padre João Felgueiras, 100 anos: várias memórias e três imagens

Missionário em Timor

Padre João Felgueiras, 100 anos: várias memórias e três imagens

O padre João Felgueiras, padre jesuíta e missionário em Timor-Leste desde 1971, atravessou a época colonial portuguesa (até 1975), a ocupação indonésia (1975-1999) e os anos da independência (2002 até hoje). Completando 100 anos neste 9 de Junho (viveu 50 anos em Portugal e outros 50 em Timor-Leste), o jesuíta foi o centro de uma pequena homenagem em Díli, que incluiu a publicação de um livro com vários depoimentos. Dele se extraem vários elementos que a seguir se coligem acerca da vida deste homem e padre que, durante a ocupação indonésia, apoiou a resistência timorense e que chegou a enviar recados para os políticos portugueses (ver texto de Adelino Gomes no final).  

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