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Na audiência com o Papa Francisco, foram também abordados temas da atualidade europeia, africana e latino-americana, com atenção particular a Moçambique e à Venezuela, referiu Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Direitos reservados.

 

Tal como há cinco anos, quando anunciou que o Papa Francisco viria a Fátima, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, antecipou-se à hierarquia católica e anunciou nesta sexta-feira, 12 de março, que o Papa poderá voltar ao santuário português quando vier a Lisboa em 2023, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Marcelo Rebelo de Sousa falou após a audiência que teve com o Papa, na biblioteca privada do Palácio Apostólico, na Santa Sé. A viagem do Papa “a Lisboa e a Fátima”, por ocasião da JMJ foi um dos temas debatidos, disse Marcelo à RTP e à Lusa, em declarações citadas pela Ecclesia.

Francisco está “muito atento ao que se passa com a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia”, com destaque para a próxima Cimeira Social e a resposta à crise sanitária e económica provocada pela pandemia, disse o Presidente.

No encontro, Marcelo ofereceu ao Papa uma obra sobre a Igreja de São Roque, em Lisboa, ligada à presença dos jesuítas em Portugal. Já o Papa ofereceu a Marcelo textos da sua autoria, incluindo uma cópia da Declaração sobre a Fraternidade Humana assinada há dois anos em Abu Dhabi e uma escultura em bronze representando um aperto de mãos.

Nas suas declarações aos jornalistas, o Presidente referiu a “visita histórica” do Papa ao Iraque, na semana passada, e as perspetivas de pacificação para o Médio Oriente. Além desse, foram abordados temas da atualidade europeia, africana e latino-americana, com atenção particular a Moçambique e à Venezuela.

Marcelo disse que o Papa está “naturalmente preocupado com os efeitos sociais da crise” pandémica e que encontrou Francisco, depois da viagem ao Iraque, em “grande forma física, grande forma psíquica”.

A visita de Marcelo ao Vaticano repete o que se passou há cinco anos, quando o Presidente foi encontrar-se com o Papa – e, depois, com o rei de Espanha – no início do seu mandato. Rebelo de Sousa quis sublinhar desta forma o “papel essencial” da Santa Sé no reconhecimento da independência de Portugal, que foi oficializada pelo Papa Alexandre III, em 1179, com a bula Manifestis Probatum, dirigida ao rei Afonso Henriques.

 

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