Um livro de James D. Tabor

Maria, mãe de Jesus e do seu movimento – um outro olhar

| 24 Mar 2022

Capa do livro Marie

Capa do livro Marie

 

James D. Tabor: professor e historiador das religiões; dirige o departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte; ensina o judaísmo antigo e os inícios do cristianismo. Investigou continuamente, durante 20 anos – foi 77 vezes à Terra Santa – desde o coração da antiga Jerusalém, no Monte Sião, até às margens do Mar Morto; percorreu bibliotecas; estudou documentos antigos, Evangelhos e textos apócrifos, fontes judaicas, mas confessa que foi sobretudo “a própria terra que [lhe] forneceu informações preciosas, não só à superfície, mas nas suas profundezas”, entrando em túmulos do século I, através de uma câmara robotizada.

“Há uma verdade teológica; e há uma verdade histórica e é sobre esta última que diz respeito a obra”, explica ele, a propósito deste livro. 

“Maria, mulher judia, viúva, só e pelo menos mãe de oito filhos… respeito a piedade e a devoção, a Maria celeste – eterna celibatária, como uma religiosa. Mas a Maria esquecida que estamos a descobrir é uma heroína, cuja espiritualidade e exemplo são impressionantes.”

Nos dois séculos após a sua morte, Maria foi cortada do seu universo cultural e religioso, privada do seu judaísmo, dos filhos, desapossada da sua sexualidade… tornou-se assim uma Maria mítica, fruto de uma piedade tardia que colocava a sexualidade no alto da espiritualidade.

A Mulher mais influente e a menos conhecida da história

Sabendo que pode ser considerada uma blasfémia por muitas pessoas ao investigar a Mãe de Jesus, o autor faz notar que a quer retirar da sombra e apresentar a versão histórica desta mulher, “a mais célebre da história, a mulher mais influente da história – amada por dois mil milhões de cristãos e por mil e quinhentos milhões de muçulmanos – mas a menos conhecida”. 

O mesmo, acrescenta o autor, se passou com Jesus. Na verdade, quando Ernest Renan (1823-1892) – escritor, filólogo, filósofo e historiador francês – publicou a Vida de Jesus (1863), inserida na obra História das Origens do Cristianismo, o facto de Jesus ser apresentado como um homem, inserido neste mundo, gerou grande controvérsia. Sendo professor de hebreu no Collège de France, Renan foi suspenso por “injúria à fé cristã” devido ao livro, considerado um sacrilégio. O Papa Pio IX chamou-lhe “blasfemo europeu”. Mas em 1878 foi eleito para a Académie Française e torna-se administrador, em 1883, do Collège de France [1]. Agora ninguém põe em causa a vida de Jesus histórico. Como diz o autor desta obra, “agora é considerada por crentes e não crentes”. Mas no caso de Maria ser mulher, comenta o autor, tudo se torna mais difícil. As mulheres foram sempre minimizadas ao longo dos tempos, sendo o seu papel até apagado ou negado. 

Maria nasceu provavelmente em Séforis, o centro administrativo, político e cultural da Galileia, cidade multicultural: judaica, helénica e romana. Segundo a tradição, seus pais eram Joaquim e Ana, sendo aquele um judeu próspero. No séc. V d.C. foi construída em Séforis uma basílica, para honrar “a casa de Maria”: a igreja de Santa Ana das Cruzadas. Mas Nazaré, para onde Maria, após ter casado com José, foi viver, também não era uma aldeola. Ficava a seis quilómetros de Séforis, fazia parte dos arredores da grande cidade.

O autor não dá uma data precisa do nascimento de Jesus, fora do casamento com José. Este foi escolhido pelos seus pais. 

James Tabor descreve com uma profunda minúcia as suas teses. Baseado nos seus estudos judaicos – religiosos, culturais, linguísticos – e nas investigações in loco, pondera as hipóteses e afirma o que lhe parece fiável. Só uma leitura muito atenta da obra nos dá verdadeiramente consciência do seu longo e incansável trabalho nesta matéria. 

Conclui que Maria, após o casamento com José – bastante mais velho – teve pelo menos mais sete filhos. Portanto, pelo menos oito filhos.
 

A importância da sexualidade na cultura judaica

 

A Mãe e os sete filhos Macabeus condenados à morte pelo rei da Síria. Ilustração de The Story of the Bible from Genesis to Revelation, autor desconhecido, 1873.

A Mãe e os sete filhos Macabeus condenados à morte pelo rei da Síria. Ilustração de The Story of the Bible from Genesis to Revelation, autor desconhecido, 1873.

 

Segundo o autor, na sociedade e cultura judaicas, a mulher era dada a casar na idade núbil, 12-13-14 anos. 

“Na sociedade judaica, a sexualidade da vida humana é considerada a mais digna da vertente divina da humanidade… no mundo judaico do séc. I, as mulheres casavam-se e tinham filhos… impossível imaginar outra coisa.” 

O termo grego parthenos, significando rapariga, menina, virgem, foi traduzido do vocábulo hebraico ’almah que significa “jovem mulher”.  Maria era então uma jovem mulher judia de linhagem real davídica e sacerdotal. Esta linhagem remontava à família sacerdotal dos Macabeus ou dos Asmoneus, dera ao país reis judeus durante 100 anos, até à conquista da Judeia pelos Romanos [2].

Herodes, o Grande e os filhos que lhe seguiram – com hediondos e horríveis episódios pelo meio – tinham como objectivo fazer desaparecer essa linhagem real, verdadeiramente judaica, a fim de que a dinastia herodiana continuasse. Herodes, o Grande – colocado como rei pelos romanos – após ter casado, por interesse óbvio, com uma jovem dessa estirpe real, fora devorado pelos ciúmes e mandou-a matar; antes, teria também provocado a morte do jovem genro, antes disso outros membros da mesma família tiveram a mesma sorte: sempre com o pavor de perder o poder. Fora ao ponto de destruir arquivos genealógicos de modo a que ninguém pudesse reivindicar a sua descendência. 

O autor cita Júlio, o Africano: “algumas pessoas memorizaram a sua genealogia ou conservaram cópias… membros das famílias vivendo na região de Nazaré, os ‘desposyn’ (‘os próximos do Senhor’) conservaram-nas com cuidado”. Acrescenta o autor que o evangelista Lucas teve acesso a esses documentos e transcreveu-os no seu Evangelho [3]. Este tema da ascendência de David e dos Asmoneus em Maria e logo, em Jesus, é profundamente analisado na obra, mas não cabe aqui desenvolvê-lo. 

Herodes, na óptica dos judeus, lacaio do poder romano que submetera o país e usurpara o trono, era desprezado pelos judeus; consideravam-no só meio judeu. Apoiado pelas legiões romanas, reinava com uma mão de ferro.

 

Séforis em chamas

“Surge, surge, reveste-te de poder, ó Sião, reveste-te de esplendor, ó Jerusalém, cidade da santidade, pois de hoje em diante, o incircunciso, o impuro, não terá o teu poder”. (Isaías 52, 1). 

Assim, a população vivia, no tempo em que Maria era jovem, cheia de fervor e esperançosa no messias que iria restaurar Israel. 

Mas no ano 4 da nossa era, do alto das colinas de Nazaré, Maria deverá ter visto a cidade de Séforis incendiada pelas legiões romanas – consequência de uma insurreição levada a cabo por Judas, filho do rebelde Ezequias, que se considerava o messias. Milhares de pessoas foram mortas ou exiladas. Aldeias sofreram terríveis sevícias.

Tudo começou durante a Pessah, quando milhares de peregrinos se encaminhavam rumo a Jerusalém. Houve tumultos e o sangue dos que faziam sacrifícios no Templo e o dos próprios animais sacrificados, misturou-se abundantemente: 3000 mortos. Outros foram afastados para as colinas em volta da cidade. As famílias enterraram à pressa os seus mortos e foram obrigadas a regressar. Na altura do Pentecostes, 50 dias depois, nova peregrinação a Jerusalém.  Nesse momento, os insurrectos estavam melhor organizados, mas as forças romanas venceram-nos. Alastrou então a insurreição, sobretudo na região da Galileia. E foi nessa altura que os romanos cercaram e incendiaram a cidade de Séforis. Em Nazaré, olhando ao longe o fogo, Maria deveria apertar o seu bebé junto ao peito. Ela e os seus ascendiam de uma linhagem real e sacerdotal e temia por todos eles.

Em escavações arqueológicas feitas em Nazaré, descobriu-se uma casa meio arruinada do séc. I da nossa era: modesta, continha dois compartimentos; uma cisterna e um abrigo subterrâneo talhado na rocha, que servia para refúgio, em situações de perigo.

A pior de todas as mortes

Após a repressão do ano 4, dezenas de milhares de habitantes foram exilados; outros, sobretudo mulheres e crianças, reduzidos à escravatura; 2000 pessoas foram crucificadas pelas legiões romanas, para servir de exemplo a quem se aventurava a proclamar-se messias e a fazer desacatos.

“As cruzes alinhavam-se na berma das estradas, com as vítimas gritando e torcendo-se de dores. As estradas, estreitas, eram muito frequentadas pelas pessoas, carroças de animais… e os que as atravessavam viam forçosamente aquele terrível espectáculo. Os corpos apodreciam nas cruzes, atacados por insectos, aves de rapina e animais selvagens”. Flavius Josephus conta que nesse tempo qualquer um se intitulava messias. 

Maria assistiu a tudo isto. E contou, depois aos seus filhos, tudo o que se passou. 

O autor considera que o Magnificat “ressoa como uma palavra profética dirigida a Isabel”; “sabia-se” que o tempo estava próximo: da libertação de Israel e da coroação de um rei judeu. Daí a visão apocalíptica, o Reino de Deus e o fim dos tempos (Marcos 13, 30). “O tempo chegou” (Marcos 1, 15); “O “Reino de Deus está próximo” (Lucas 4, 43; 8,1; 16, 16). “Maria guardava todas estas coisas no coração” (Lc. 2, 51).

As designadas ruínas dos túmulos dos Macabeus perto de Modin-Maccabin (Reout, Israel). Foto: Direitos reservados. 

As designadas ruínas dos túmulos dos Macabeus perto de Modin-Maccabin (Reout, Israel). Foto: Direitos reservados.

 

Séforis reconstruída e a vara de Jessé

Na reconstrução de Séforis, que demorou longos anos, foram necessários muitos braços para a tarefa e é natural que José e os filhos tivessem partido de Nazaré para Séforis para trabalhar. A profissão de José e de Jesus corresponderia a “mestre de obras”; em grego tekton que deu origem à palavra arquitecto. José morreu quando Jesus tinha 12 anos, segundo a tradição. No entanto, o autor confessa saber ainda muito pouco sobre José. Lança a hipótese – embora não tenha provas – de José ter sido exilado, no ano 4, como muitos outros. É interessante a referência à fuga de José, Maria e Jesus para o Egipto (Mateus 2, 13-15). 

“Brotará uma vara do tronco de Jessé / e um rebento brotará das suas raízes…” (Isaías, 11, 1)

Maria “era a matriarca de uma família que reivindicava ao mesmo tempo a linhagem real de David – Lucas propõe a linhagem de David – não a de Salomão, mas a de Natão, [3] também proveniente da de David; e a linhagem sacerdotal dos Macabeus/Asmoneus. Na introdução do seu Evangelho (Lc. 1, 3), Lucas releva o facto de “tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem”. E este facto, pertencer a uma linhagem real, logo, messiânica, era importantíssimo na cultura judaica. Não para nós, obviamente. Mas é importante saber que Maria era judia, vivia e respirava a cultura judaica, tal como a sua família.    

O pai e os irmãos de Jesus

O autor refere um nome, Pantera. Mas há dúvidas quanto à sua identidade. O autor diz que leu 35 livros de seus colegas que referem este nome, “mas sem muita pertinência em relação a Jesus. Os primeiros textos referem Yeshua, ben Pantera (Jesus, filho de Pantera), que não é pejorativo (fim do séc. I). Não é um nome vulgar, mas existia… Há referências muito mais tardias e essas são pejorativas”. O autor, nas suas investigações, é confrontado com as cinzas de um túmulo de um arqueiro romano com esse nome – lembramos que muitos soldados romanos estavam muito ligados à religião judaica; e a inscrição num outro túmulo, descoberto em 1891. Com o mesmo nome, mas de outra pessoa: “De Joseph, filho de Panthera… de Drusus”. É dito também que Panthera era um dos apelidos de José.

O historiador conclui que “o amor e a paixão são tão velhos como o mundo. Por que razão Maria não teria esses sentimentos? … há motivos honestos e intenções puras. Os seus pais poderiam pensar que José era o melhor partido e Maria aceitou a sua sorte”.

O Evangelho de Marcos – o mais antigo dos quatro evangelhos – cita-os (6,3): “Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e Simão? E as Suas irmãs não estão aqui entre nós?”. No mesmo Evangelho, Jesus é citado como “Filho de Maria”. José e o nascimento de Jesus não são referidos.

“Jesus, filho de José” é só referenciado três vezes nos Evangelhos: Lc. 4,22; João 1, 45; 6; 42.

O autor baseia-se no Tal Ilan, muito importante para identificar patronímicos judaicos, onde está escrito: “Quando o homem traz o nome dele ligado ao de sua mãe é para lembrar a linhagem (sacerdotal ou real) [da mãe].

“Maria guardava todas estas coisas no coração” (Lc. 2, 51) 

“Maria foi o centro do maior movimento messiânico da história, até à sua morte, com Jesus e depois com o seu filho Tiago. Educou todos os seus filhos nesse ideal…  mas desapareceu pouco a pouco no Novo Testamento e nos Actos dos Apóstolos…. 

Nos dois séculos após a sua morte, Maria foi cortada do seu universo cultural e religioso… Maria, João Baptista e Tiago – os grandes esquecidos”.  

Sabemos que Maria era muito próxima de sua prima, Isabel, mãe de João Baptista. Quando engravidou, esteve três meses em casa dela. Conclui o autor: “… João Baptista é um pioneiro, co-fundador do movimento messiânico de Jesus”. (Mt. 11, 11).

O discípulo que Jesus amava

 

São João (fragmento), de Radoslav, © Public domain, via Wikimedia Commons

São João (fragmento), de Radoslav, © Public domain, via Wikimedia Commons

Esta expressão surge no Evangelho de João três vezes e nunca é citado o nome.

Na Última Ceia, “o discípulo que Jesus amava” debruça-se ternamente para Jesus; depois, encontra-se junto à cruz de Jesus e este entrega-lhe a sua própria mãe. Jesus confia a sua mãe ao irmão que lhe sucedia, Tiago, o Justo. 

Na verdade, citando o autor um documento chamado O Segundo Apocalipse de Tiago, Maria diz aos seus dois filhos: “Fostes alimentados com o mesmo leite.” Clemente de Alexandria, também citado, afirma: “Com efeito, Pedro, Tiago e João, após a Ascensão da Salvador, não reivindicaram essa glória, mas Tiago, o Justo, foi escolhido como bispo de Jerusalém… João e Pedro eram os conselheiros principais. Hegésigo, escritor judeu do séc. II d.C. escreve que Tiago não envergava roupa de lã, mas de linho, característica dos sacerdotes. Importante não esquecer que no séc. I não havia cristãos, mas sim nazarenos. Epifânio, séc. IV d.C., citando fontes anteriores: “Tiago era o grande sacerdote na comunidade nazarena, [usava] um diadema sacerdotal e penetrava no lugar sagrado do Templo.” Em 62, o Sinédrio matou-o, “com a batuta de Aman: foi atirado do alto do Templo, antes de ser lapidado e batido até à morte”. Felizmente, Maria não assistiu, já morrera. 

“…Tirar Tiago é tirar o papel de Maria que vivia com os filhos em Jerusalém, na casa situada no Monte Sião onde, em cima, decorreu a Última Ceia. Maria morreu lá, provavelmente.”

Segundo o autor da obra, as suas investigações indicam que os últimos anos de Maria teriam sido no Monte Sião, na casa de um rico mecenas ou de um membro da família. A tradição da sua estadia e da sua morte em Sulçuk, perto da antiga cidade de Éfeso, provém do séc. XIX, tal como “a casa da Virgem Maria”, esta fruto das visões de Catherine Emmerich, no mesmo século. O apóstolo João, relacionado com esse lugar era chamado João, o Ancião; não confundir com João, o pescador, filho de Zebedeu.

Essa casa foi destruída pelos romanos em 70 d.C., mas ainda existem algumas estruturas reconstruídas. Em cima, reúnem-se os cristãos; em baixo, os judeus, junto do túmulo de David…

Um mundo que desaparece e os ensinamentos que ficam
Didaquê – Ensinamentos dos Doze Apóstolos, do séc. I

Didaquê – Ensinamentos dos Doze Apóstolos, do séc. I

Nos anos 70, o mundo judaico que Maria conhecera desapareceu. Tal como a primeira geração do movimento de Jesus já não existia. O centro do cristianismo foi para Antioquia, Éfeso, Alexandria e Roma.

Tiago, nos Actos dos Apóstolos, só é citado em três passagens: 12,17; 15, 13; 21,18. Lucas, além dos Apóstolos, refere “Maria, a mãe de Jesus e os irmãos de Jesus”. 

Não cita Tiago, embora este tenha sido a cabeça na comunidade de Jesus em Jerusalém. 

“Os heróis de Lucas são Pedro e Paulo… a versão paulina baseava-se na salvação dos indivíduos e no sacrifício expiador de Jesus, na cruz, transformando-o num Cristo cósmico e celeste.”

O autor considera os seguintes princípios do ensinamento de Jesus, incutidos pela sua mãe: 1º “O Reino de Deus, que se faria, já, aqui, na Terra”. 2º: “O que está alto é baixo; o que é baixo, é alto” (as Bem-Aventuranças); 3º: “O que conta é o interior, não o exterior”; 4º: “ir para além das normas do género e da classe”; 5º: “Amor, perdão e não-violência transformarão o mundo”. 

Face à experiência que teve, ao que prediziam os profetas – em particular Isaías (não esquecer as belíssimas páginas que ele escreveu sobre o Messias, o Servo de Deus – Is. 42) –, Maria ficou convicta e incutiu isso nos seus filhos, através de uma intuição genial: “O mundo só se transformaria com uma revolução espiritual.”

Na epístola de Tiago, colocada quase no fim do Novo Testamento, num lugar subalterno, “não há sacrifícios de Jesus para salvar a humanidade”. 

O autor cita um documento grego descoberto em 1873, Didaquê – Ensinamentos dos Doze Apóstolos, do séc. I: é uma outra versão da Eucaristia: “Primeiro, o cálice: Damos-te graças, ó Pai, pela santa vinha de David, teu servidor. Tu no-lo fizeste conhecer por Jesus, teu servidor. Glória a ti, pelos séculos! Partindo o pão: Damos-te graças, ó nosso Pai, pela vida e conhecimento que nos deste através de Jesus, teu servidor. Glória a ti, pelos séculos. Como este pão partido, outrora espalhado pelas montanhas, foi recolhido para ser um único, junta a tua Igreja das extremidades da Terra no teu Reino. A Ti, a glória e o poder por Jesus Cristo pelos séculos.”

Um movimento sobrevivente

Responde Albert Schweitzer, citado na obra: “Jesus quer dizer alguma coisa ao nosso mundo, pois ele dá uma força espiritual poderosa que circula no nosso tempo. Este facto não pode ser nem fortemente abalado nem confirmado por uma descoberta histórica… Jesus tem um sentido para o nosso mundo porque uma força poderosa espiritual emana dele.”

“No momento em que terminava este livro, contemplei um medalhão que uma religiosa me dera em Qumrân, em 2011, quando soube que a minha irmãzinha falecera. O que chamamos ressurreição é uma imagem suficientemente poderosa para ressuscitar Maria, fazê-la reviver novamente. 

É como nós vemos os mortos aqui na Terra, com o nosso olhar interior. Chega um momento que eles não estão mortos, mas vivos, respirando entre nós.

É o que eu espero para Maria, no espírito dos leitores… e para que ela possa voltar a estar connosco.”    

 

Marie, de James D. Tabor
Título original: Lost Mary, 2019.
Edição francesa Flammarion, 2020.

Notas:
[1] – Informação retirada da Wikipedia.
[2] – Macabeus I, II.
[3] – Lucas 3, 23-38; em particular, versículos 31-32. 

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