Jesuítas confirmam

Marko Rupnik transferido para lar de padres idosos em Milão

| 12 Abr 2023

Marko Ivan Rupnik, Arte, Inferno, Fátima, Basílica da Santíssima Trindade

Visão do inferno no painel do altar da Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima. Obra da autoria de Marko Ivan Rupnik. Foto © António Marujo/7Margens

 

O padre e artista jesuíta Marko Ivan Rupnik, acusado de abuso psicológico e sexual sobre várias freiras, vai sair de Roma e passar a viver numa casa para padres idosos, em Milão. A informação foi dada pelo superior dos jesuítas na Eslovénia, padre Miran Žvanut, e citada pelo Reporter e pelo Slovenia Posts English.

De acordo com o mesmo responsável, a comunidade jesuíta do Centro Aletti, o ateliê artístico de Roma dirigido por Rupnik até há pouco tempo, seria dissolvida. No entanto, Žvanut acrescentou que não sabia o que aconteceria ao Centro. Numa outra notícia, o delegado das casas internacionais da Companhia de Jesus em Roma, padre Johan Verschueren, desmentiu a possibilidade de encerrar o Centro Aletti, afirmando que isso seria “simplesmente impossível”: o ateliê artístico está sob a autoridade eclesiástica do Vicariato de Roma, argumentou, de acordo com o Religión Digital.

O mesmo jornal esloveno adiantou que dois companheiros de Rupnik, os padres Ivan Bresciani e Andrej Brozovič, regressaram à Eslovénia. Mas os jesuítas do país desmentiram essa informação, acrescentava o Religión Digital.

Rupnik tem sido acusado desde há meses de ter cometido vários abusos sexuais contra freiras da comunidade Loyola em Ljubljana, a capital eslovena, onde trabalhou há três décadas. As primeiras acusações tinham sido arquivadas pelo Vaticano, mas com as notícias do final de 2022 o caso foi reaberto. Rupnik foi proibido de qualquer actividade artística pública, especialmente em edifícios religiosos, e de celebrar ou aparecer em público. Apesar disso, a proibição foi quebrada recentemente pelo menos uma vez.

Depois dos jesuítas, também a Diocese de Roma iniciou uma investigação sobre as acusações contra Rupnik e o Centro Aletti teria sido também incluído no processo. Esta última investigação foi ordenada pelo vigário do Papa para a Diocese de Roma, o cardeal Angelo De Donatis.

 

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