
Mulheres e crianças aguardam vez na clínica da MSF, no campo de deslocados de Zamzam, a 15 km de El Fasher, capital do estado do Darfur do Norte, no Sudão. Foto © Mohamed Zakaria/MSF
A organização internacional médica-humanitária Médecins Sans Frontières / Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou esta sexta-feira, dia 12, um veemente apelo “a um urgente e substancial reforço da resposta humanitária à crise no Sudão”, considerada como “uma das maiores em todo o mundo nas últimas décadas”. “A brutal e desumana guerra no Sudão”, segundo a Médicos Sem Fronteiras “criou uma das maiores crises de deslocações populacionais no mundo”. Trata-se de “uma guerra onde ninguém é poupado”, diz, em comunicado, a organização, que recorda que segunda-feira, dia 15 de Abril, se assinala um ano de guerra.
A MSF constata que “a ajuda que tem sido providenciada não é mais do que uma gota no oceano, devido a bloqueios políticos criados pelas partes envolvidas no conflito e à falta de ação das Nações Unidas e das organizações internacionais humanitárias”. A consequência, acrescenta o comunicado, é dramática: “As pessoas no Sudão, e também as que fugiram da violência para os países vizinhos Chade e Sudão do Sul, estão a enfrentar uma catástrofe colossal de responsabilidade humana”.
Uma vez que a assistência humanitária prestada “não é nem de perto a suficiente para chegar aos milhões de pessoas que dela necessitam no Sudão”, torna-se “imperativo” que os governos, as organizações de ajuda humanitária e os doadores internacionais, que se reúnem em Paris na segunda-feira, 15 de Abril, para discutir formas de melhorar a entrega de assistência, procedam de imediato a um aumento da resposta humanitária.









