“Menina e Moça”, os judeus sefarditas e a emanação feminina de Deus

| 23 Jan 21

Saborear os clássicos III

…Ó céu, ó Terra, ó águas, ó mortais criaturas, por misericórdia, afroxai um pouco o laço que ao pescoço meu apertado tendes (…). Porque vós outras, celestes costelações, me perseguis? De que pó diferente de todolos corpos terrestres fui amassado? Porque tu, Terra, não me queres nem me consentes sobre ti?
(Samuel Usque, Consolação às Tribulações de Israel, séc. XVI)

Bernardim Ribeiro_Hystoria_de_menina_e_moca - Ferrara 1554

Bernardim Ribeiro, Capa da “Hystoria de menina e moça”, publicada em Ferrara em 1554.

Gritos de espanto e assombro do poeta judeu português, Samuel Usque, face à perseguição e tragédia do seu povo. Dor que transcende o Universo.

Atracou em Sepharad – nome judaico dado à Península Ibérica – nos séculos II ou III, numerosa comunidade judaica que aqui se estabeleceu: artesãos, cientistas, comerciantes, escritores, filósofos, juristas, médicos, frequentadores das cortes e conselheiros de reis.

 

Desconveniente era fugir da língua que mamei…

No século XVI, tudo termina com o decreto que os expulsa da sua terra, “impregnada do espírito religioso dos seus antepassados”. Levam a chave da porta da casa. Em 2018, por exemplo, uma senhora habitando em Israel, com um cancro terminal, veio a Castelo de Vide, para conhecer a cidade dos seus antepassados e entregar a chave da casa ao presidente da Câmara, que a sua família guardara, desde o séc. XVI, quando saiu dessa vila, rumo a Esmirna; e depois para Israel, as novas gerações, quando o Estado se formou.

Os sefarditas nunca mais esquecerão Portugal, espalhando-se pela Europa – em particular Amesterdão –, Norte de África, Império Otomano e outras partes do mundo. Continuarão a amar a língua dos que os saquearam, expulsaram, converteram à força ao catolicismo; os que os torturaram, assassinaram, queimaram. Escreve Samuel Usque no prólogo da obra citada: “…desconveniente era fugir da língua que mamei e buscar outra (em)prestada para falar aos meus naturais.”

Pouco se sabe de Bernardim Ribeiro, o autor da História da Menina e Moça. Por esse motivo, surgiram especulações acerca da sua vida. Certo é ser um poeta quinhentista que escreveu ao gosto clássico da época, éclogas – composições poéticas em verso, no Cancioneiro Geral – e a novela referida.

Menina e Moça foi editada pela primeira vez em 1554 em Ferrara, lugar de exílio dos judeus portugueses, por Abraão Usque, jurista, judeu português, irmão de Samuel.

Todos os críticos consideram que esta é a edição mais importante da obra. Na mesma tipografia, em Ferrara, editaram-se livros religiosos judaicos, escritos em hebraico; em português, só o de Samuel Usque, Consolação às Tribulações de Israel e História da Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro, bem como algumas das suas éclogas.

O investigador Teixeira Rego (1881-1934) considerou que o autor desta obra era um judeu. Concretamente, Leão Hebreu ou Yehuda Abravanel (1460-1530), filósofo, poeta, médico, escritor e rabino que optou pelo exílio e não a conversão forçada. Mas isso parece improvável, atendendo à análise de datas, segundo a opinião do investigador Helder Macedo.

A Inquisição apagou determinadas expressões e frases que lhe pareceram suspeitas, na obra Menina e Moça, substituindo por outras, posteriormente.

 

Diálogos do Amor

Se tratardes de amor, com duas onças que saibais da língua toscana, topareis com Leão Hebreu, que encherá vossas medidas.” (Prólogo a Cervantes, D. Quixote de la Mancha, ed. Jornal Expresso).

Esta obra de Leão Hebreu, sefardita, Diálogos do Amor, baseia-se nas várias influências da filosofia grega clássica, presentes no Renascimento e na cabala judaica. Está patente na obra de Leão Hebreu, escrita no exílio em Génova, Dialoghi d’ Amore, o conceito do amor na unidade do corpo e do espírito. O amor, “força cósmica”, condução originária da ordem, unidade, finalidade do mundo. Esta ideia está presente na novela.

A saudade, o afastamento, o Destino, a perdição. Estes conceitos são também claros nesta novela, influenciando a obra de Camões e, posteriormente, outra da nossa literatura.

António José Saraiva e Óscar Lopes acham que a afirmação de T. Rego “não é hipótese a refugar: o queixume arrastado é vulgar na literatura judaica; há passos de interpretação alegórica panteísta, ao modo da cabala judaica”. É dada importância à “intuição”, ao “saber experimentado” presentes na obra.

 

Chéquina, emanação feminina de Deus
Edward Burne Jones_The_Knights_Farewell (1)

Edward Burne Jones, The Knights Farewell (O adeus do cavaleiro): o cabalismo sefardita distinguia-se pelo seu feminisno, defendeu Hélder Macedo. 

 

Nos anos 70, o investigador e professor Hélder Macedo, analisando a novela e as éclogas do mesmo autor, concluiu que a Península Ibérica foi um cadinho de influências místicas: árabes, cristãs heterodoxas, gnósticas, cabalismo sefardita. Este último “distinguia-se dos outros pelo seu “feminismo”.

Em Sefer-ha-Zohar, da autoria de Moisés de Leão (séc. XIII), “Chéquina – o aspecto de Deus acessível ao homem – separa-se do Pai e sob a forma de mulher parte para longes terras, vivendo no exílio deste mundo”.

Surge também como Noiva ou Mãe. Esta função mística tem extraordinárias semelhanças com o culto católico da Virgem Maria, Mãe de Jesus. Na novela de Bernardim Ribeiro, as mulheres: a Menina/Filha; as jovens mulheres enamoradas/Noiva; a dona do tempo antigo/Mãe (além de outras mulheres adjuvantes nos amores das jovens) são ou narradoras ou personagens fundamentais na novela.

Por outro lado, “a ocultação ou o disfarce revelatório são parte integrante do método do ensino cabalístico” – e, acrescentaria eu, dos textos religiosos, como na Bíblia, quer no Antigo quer no Novo Testamento. Na verdade, toda a novela é exemplo disso. Do início até ao fim. Este culto da mulher influenciou, como sabemos, a cultura sefardita, pois coube à mulher da casa, nas famílias criptojudaicas portuguesas, a responsabilidade de entregar à geração vindoura a prática e as orações judaicas. Sucessivamente.

Ainda nos anos 1970, Maria de Lourdes Saraiva (1918-2017) compila uma edição desta obra de Bernardim Ribeiro com comentários explicativos e uma introdução, corroborando esta tese.

Alguns investigadores consideram a tese de Hélder Macedo, inválida; outros, argumentam que “há falta de provas”.

 

O livro há-de ser o que vai escrito nele

Esta afirmação, no prólogo da novela, exprime uma certa intenção velada; é uma fórmula usada nos textos místicos ou religiosos, como um aviso oculto dirigido ao leitor. As histórias contadas, incluindo as das narradoras, têm um final aberto e este facto é justificado pela Menina: não importa que fique inacabado, é só para mim que escrevo; estou habituada à dolorosa interrupção dos factos, da vida, da felicidade. Espero a morte, em breve.

É difícil classificar esta novela, de tal modo ela apresenta características próprias e únicas. Aqui só é analisado o preâmbulo, visto não haver espaço para mais. Há somente uma referência às histórias seguintes. Mas numa análise mais detalhada, observa-se que surgem cenas do quotidiano, tão reais que nos parecem familiares; cenas domésticas femininas (parto de Belisa, por exemplo; os conselhos da Ama e da criada Inês a Aónia). Profunda análise psicológica; a importância da intuição; teorias sobre o amor e modos diferentes de o percepcionar – no homem e na mulher.

Enfim, as histórias tratam de amores que o Destino afasta – devido ao exílio – mas que se perseguem insaciavelmente, gerando grande sofrimento, saudade: “olhares quase se tocam”, desejo obsessivo de ter ao seu lado o/a  amado/a; o êxtase e os arroubamentos; a premonição, os sonhos, o não acabamento das histórias… tudo parece ocultar algo mais profundo e por isso é misterioso, estranho. Apaixonante.

 

“Menina e moça me levaram da casa de minha mãe…”

(O Monólogo da Menina no preâmbulo da novela)

História de Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro

Capa de uma das ecições de História de Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro

 

O facto de, na edição de Ferrara, ser a “casa da mãe” e não do pai ou dos pais, como surge noutras edições posteriores, é muito singular. Na verdade, a transmissão religiosa judaica faz-se apenas pela via materna.

“… para muito longe… a causa da minha levada… não a soube. Agora não lhe ponho outra senão que parece que já então havia de ser o que depois foi… muito contente fui naquela terra… mas cuitada de mim que em breve espaço se mudou tudo… Depois que vi tantas cousas trocadas por outras e o prazer feito mágoa maior…”

A Menina foi exilada pela força do Destino; recorda a felicidade passada em contraste com a instabilidade do presente; refere a mudança constante das coisas, neste mundo, para pior. No excerto seguinte, a saudade do amigo. Distante, a narradora não sabe o seu paradeiro:

“Meu amigo verdadeiro! Quem me vos levou de tão longe!… A vós contava tudo. Como vós fostes, tudo se tornou tristeza… não me foi deixado com vossa partida o conforto de saber para que parte da Terra íeis…”.

Omite-se sempre a concretização deste afastamento: devido ao amor? Ao exílio forçado dos judeus? As várias hipóteses dissimulam a verdadeira intenção da novela. No judaísmo sefardita ou hispânico é sempre invocado o Destino para justificar a desgraça. A saudade define-se como “o gosto da solidão e a mágoa de uma ausência”. Este conceito é muito característico da literatura portuguesa, desde as antiquíssimas cantigas de Amigo galaico-portuguesas:

…Non poss’ eu, meu amigo/com vossa soidade.

E nas cantigas de Amor: “…que soidade de mia senhor ei…”. (que saudade da minha Senhora tenho).

Tudo me foi tirado…

cuitada de mim… que em breve espaço mudou tudo aquilo…

não leiam este livro pessoas alegres… os tristes o poderão ler.

O livro é dedicado às mulheres em que houve piedade… porque sempre nos homens houve desamor…”. Mas também as mulheres não o devem ler, “pois seu mal é tamanho” e não se devem mais entristecer… fujam dele…

Para uma só pessoa… podia ele ser. Mas desta não soube mais parte, depois que suas desditas e minhas o levaram para longes terras e estranhas…

Ressoa no monólogo (e na frase já citada) uma voz feminina, através de uma vibração repetitiva, como um refrão de um cantar de amigo:

meu amigo verdadeiro! Quem me vos levou tão longe!”

O livro reflectirá as tristezas e por isso é “desordenado”, visto que “desordenadamente acontecem elas”. A narradora escreverá “as cousas que vi e ouvi…”, esperando “a derradeira hora que já não pode vir tão longe…”.

 

“Um rouxinol começou tão docemente a cantar …”

Na sua solidão, ao amanhecer, a Menina sobe e desce outeiros, vendo “as doces aves, batendo as asas, andavam buscando umas às outras”. Naquele início de um dia assim alegre, banhado pelo Sol, a menina triste, sentou-se junto a “um pequeno ribeiro de água… de um saudoso tom, que muitas vezes me tolheu o sono a mim”, observou um penedo no meio da água “anojando (atormentando) aquela água que queria ir seu caminho”.

A ribeira, a água, são elementos animados, sempre presentes na obra. Esta metáfora do penedo é a oposição à liberdade sefardita, na terra considerada já sua, visto ter sido dos seus antepassados. A natureza participa, solidária – as folhas, no episódio do rouxinol, servem de mortalha à ave: de repente, o rouxinol cantou. Tocado pelo canto da ave, o narrador fica em êxtase. Mas a ave, cansada, tomba na água “e caindo por entre as ramas, muitas folhas caíram também com ela… que não pude conter as lágrimas”. O rouxinol foi levado pela torrente, tal como o seu amigo, arrancado da sua presença, levado à força para o exílio.

Mas eis que surge uma outra mulher junto da menina:

 

Rosto de senhora, a dona do tempo antigo, toda vestida de preto

Cumprimentam-se e intuitivamente tornam-se confidentes, visto ambas serem “desventuradas”. No caso da Dona (a Mãe), esta não sabe do filho que partiu para lugar incerto. É mais velha, mais experiente e por isso vai ser agora a narradora. Conta à menina casos que aconteceram naquele lugar.

“Aquele lugar” é uma alegoria deste mundo: lugar de sofrimento. Lugar do amor e do ódio. Neste último caso, a dona fala “de falsos cavaleiros que mataram os dois amigos” e que preferira “nunca o ouvir”, do seu pai, como isso fora executado: “[neles] se encerrou a fé que em todos os outros se perdeu”. Estas palavras são estranhas, visto que esta novela não é de cavalaria, mas “parece”, como modo de ocultar algo mais profundo – a tragédia dos judeus sefarditas. É também um Lugar de espera, de experiência, para finalmente atravessar o rio e encontrar a morte, a Vida.

 

“Não sei este desconcerto do mundo onde há-de ir ter…
tudo anda trocado que não se entende…

A Dona, antes da história dos dois amigos, Binmarder e Avalor, conta o que sucedera antes: surgira ali um cavaleiro nobre, numa nau, vindo de longes terras, chamando-se, nesta terra, Lamentor (note-se a mudança de nome, traço característico dos judeus que vão para o exílio).  Acompanhavam-no a sua jovem mulher, Belisa e a irmã desta, Aónia (anagramas de Isabel e Joana, respectivamente). Saudosas da terra de onde vieram, passeiam após viagem tão longa.

Destaca-se neste episódio a morte de Belisa durante o parto. Antes, tem um sonho premonitório que conta ao companheiro: ela corta um fio que a liga a Lamentor: a vida. Assim acontecerá. Belisa morre e dá à luz uma menina, Arima. Um cavaleiro passa por ali e enternece-se com a figura de uma mulher muito bela que carpia a morta, “soltos os seus formosos cabelos que toda a cobriam”. Apaixona-se por ela. Era Aónia.

O hábito de carpir os mortos; de a família os beijar; de vestir o morto com uma longa túnica de linho branco – tudo isto é característico do ritual judaico sefardita. E está presente, sistematicamente, na narração.

De tal modo, que o Inquisidor apagou, na edição posterior, estas referências características dos rituais sefarditas.

Bernardim Ribeiro, escultura de Costa Mota

Bernardim Ribeiro, escultura de Costa Mota no Museu Nacional de Arte Contemporânea

“Foi preso de amor e depois se viu morrer por ela”
– a história de Aónia e Binmarder

A História deste par poderia assim resumir-se: Binmarder é um nome inventado pelo cavaleiro que, para se esconder do seu escudeiro (referência à presença de denunciadores da fé judaica, simbolizados aqui pelo escudeiro) se tornou pastor, pastor da frauta, por amor de Aónia.

Escolheu ser Bin’marder devido a um lenhador que “ateara-se-lhe fogo” na roupa e ficara um pouco queimado e dizia: “Vin’m’arder!” O cavaleiro também “se fora arder” e adoptou o nome. O verbo “arder” tem dois sentidos: arder de amor; ser queimado pela Inquisição. Há também relatos de lobos, cães e touros bravos que matam o cavalo do cavaleiro e outro gado – simbolizam por um lado, os métodos de tortura e morte da Inquisição; por outro, o touro manso é a Torah. Como o som desta palavra parece, em português, “touro/a”, era vulgar este termo estar ligado, na gíria popular, aos marranos. “Houve denúncias à Inquisição contra pessoas que possuíam touras, figuras de touras…”. Enfim, os dois apaixonados separaram-se e nunca mais se soube de Bin’marder.

 

História de Arima e Avalor

Arima, anagrama de Maria, filha de Lamentor, agora donzela, é chamada pelo rei daquela terra para viver na corte. O seu pai dá-lhe este conselho: “Is (ides) para a Corte, onde se não costumam senão prazeres, verdadeiros ou fingidos… sois estrangeira nesta terra – tudo se há-de olhar em vós… guardai-vos, filha, das cousas pequenas que daqui se fazem as grandes.” Esta última frase do pai é misteriosa. Encobre-se, assim, “com mais palavras”, o que verdadeiramente se quer dizer: “as denúncias da Inquisição, eram baseadas em pequenos pormenores: eram mais perigosas as suspeitas que as próprias crenças.”

Tudo é suspeito – continua Lamentor – e pouco seguro para as mulheres. Até o serem santas e virtuosas porque isto é às vezes causa de os cavaleiros serem mais perdidos por elas.Despediram-se pai e filha com “uma tristeza cheia de saudade”.

Na verdade, é o que vai acontecer. Avalor, valoroso cavaleiro, apaixona-se por Arima. Mas num sonho, “uma donzela muito frágil” diz-lhe que ela “é tanto do outro mundo que ninguém [se pode] namorar dela”. É a própria Arima que se justifica, no sonho, a Avalor.

Por outro lado, uma velha amiga do cavaleiro apaixonado diz-lhe que ele não pode amar Arima. A dama diz-lhe ao ouvido o terrível segredo e nós, leitores, não pudemos saber. Certo é que os casamentos entre judeus e cristãos eram totalmente proibidos ou Arima é verdadeiramente Chéquina, a emanação feminina de Deus, a Filha, a Noiva.

Na verdade, Avalor vai em busca da sua perdição. Ao olhar para Arima, o tempo deixa de existir e é arrebatado nem ele sabe para onde. Depois, morre, lutando até ao fim, nas águas do mar, perseguindo a embarcação onde vai a amada e o pai; mas surge depois, na praia, o seu espírito, vagueando na terra. Mas eis que surge novamente Avalor, pronto para novas aventuras. Alguns críticos consideram que há somente algumas partes neste último capítulo da edição de Ferrara, escritas pelo autor. Termina aqui a edição de Ferrara.

Esta obra é uma jóia da nossa literatura. Difícil é não observar ao longo da novela a constância de uma linguagem exprimindo o oculto, o segredo, o segundo sentido; o facto de a primeira edição em português ser publicada num dos lugares de exílio dos judeus sefarditas (Ferrara, Itália), juntamente com as restantes obras em hebraico; a importância do contexto político e social em que ela foi escrita, na segunda metade do séc. XVI; as conversões forçadas ao catolicismo de inúmeros judeus; as numerosas denúncias ao Tribunal da Inquisição; as perseguições; as prisões; as torturas; as confissões forçadas; os autos de fé. E a fuga dos que conseguiram escapar.

 

Bibliografia
Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (personalidade e obra de J. Teixeira Rego).
António José Saraiva e Óscar Lopes, História de Literatura Portuguesa, 1976.
Bernardim Ribeiro, Menina e Moça (edição anotada por Maria de Lourdes Saraiva), Publicações Europa-América, 1975.
Cícero Bezerra Cunha (professor de Filosofia na Universidade do Rio Grande do Sul, Brasil), Leão Hebreu: entre Moisés e Platão.
Elvira Cunha Azevedo, O Sefardismo na Cultura Portuguesa, Paisagem, 1974.
Hélder Macedo, Do significado oculto da Menina e Moça, Moraes Editores, 1977.
Hernâni Cidade, Lições de Cultura e Literatura Portuguesas, Coimbra Editora, 1978.
James Nelson Novoa, A publicação dos Diálogos de Amor de Leão Hebreu, ed. Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste.  
Rodrigues Lapa: prefácio e notas de Éclogas de Bernardim Ribeiro, Gráfica Lisbonense, Lisboa.
Teresa Lousa, Teixeira Rego, artigo disponível em Gerações Hispânicas.

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga

João Lavrador deixa Açores para Viana

A dança dos bispos continua em Leiria e Braga novidade

Com a escolha de João Lavrador para a sede vacante de Viana fica agora Angra sem bispo. Mas Braga já está à espera de sucessor há dois anos, enquanto em Leiria se perspectiva a sucessão talvez até final do ano. Há bispos que querem sair de onde estão, outros não querem alguns para determinados sítios. “Com todas estas movimentações, é difícil acreditar que a nomeação de um bispo seja obra do Espírito Santo”, diz um padre.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Taizé dinamiza vigília para jovens em Glasgow

Cimeira do Clima

Taizé dinamiza vigília para jovens em Glasgow novidade

A Comunidade de Taizé foi convidada pelo Comité Coordenador da COP26 das Igrejas de Glasgow para preparar e liderar uma vigília para estudantes e jovens em Glasgow durante a Cimeira do Clima. Mais de sete mil pessoas passaram por Taizé, desde junho, semana após semana, apesar do contexto da pandemia que se vive.

O outro sou eu

O outro sou eu novidade

Há tanto que me vem à cabeça quando penso em Jorge Sampaio. Tantas ocasiões em que o seu percurso afetou e inspirou o meu, quando era só mais uma adolescente portuguesa da primeira geração do pós-25 de Abril à procura de referências. Agora, que sou só uma adulta que recusa desprender-se delas, as memórias confundem-se com valores e os factos com aspirações.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This