
“Também a Cáritas luta para dar resposta ao aumento das solicitações”, assume a organização católica. Foto © Noelle Georg.
A Cáritas Portuguesa regista “um aumento generalizado” de pedidos de ajuda em todo o país, particularmente de “famílias de classe média e média-baixa”, ao mesmo tempo que “existe um decréscimo de disponibilidade por parte dos doadores e as medidas com vista à sustentabilidade das respostas sociais tardam em chegar”. Em comunicado divulgado esta terça-feira, 8, a instituição diz não “vislumbrar soluções no curto prazo, o que compromete o futuro de muitos”.
“Também a Cáritas luta para dar resposta ao aumento das solicitações, à sua diversidade e, por outro lado, ao aumento dos custos de gestão, para garantir que quem nos procura encontra sempre uma porta aberta e a resposta de emergência de que necessita”, assume a organização católica na nota à comunicação social.
Apoiando atualmente cerca de 120 mil pessoas em todo o país, a Cáritas Portuguesa, composta por 20 Cáritas Diocesanas, verifica que “há uma tendência comum para um aumento da procura por parte de famílias em situação de empregabilidade”, ao mesmo tempo que aponta “o acesso à habitação” como “uma das principais dificuldades para a integração de pessoas vulneráveis, nomeadamente jovens estudantes, famílias com baixo rendimento e pessoas sem abrigo”.
A instituição alerta ainda para o “aumento generalizado de famílias de outros países que procuram ajuda de emergência”, revelando preocupação com a “pressão que os pedidos de apoio de estrangeiros, migrantes e refugiados colocam sobre a rede nacional Cáritas e sobre as comunidades locais, o que gera tensão sempre que os recursos escasseiam”.
“Como Cáritas, acreditamos que uma parte fundamental do nosso trabalho se faz nas relações de proximidade e apesar das dificuldades continuaremos a procurar caminhos eficazes para inverter as situações de vulnerabilidade e dar às famílias a quem servimos um olhar de esperança sobre o futuro”, assegura Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa, citada no comunicado.
Considerando que “Portugal enfrenta um final de ano de 2022 e um início de ano de 2023 muito preocupantes”, a Cáritas Portuguesa sublinha que será necessária uma “intervenção multissetorial e uma grande capacidade de rentabilizar as interdependências”, conclui o texto.










