Extremismo aumenta

Mesquita destruída na Suécia em alegado fogo posto

| 28 Set 2023

Incendio em mesquita de Eskilstuna, Suécia. Foto @Harry1964676X

Um elemento da comunidade ouviu o barulho de uma explosão e, logo de seguida, viu chamas a propagar-se pelo edifício, que ardeu até ao telhado. Foto © @Harry1964676, via X.

 

A mesquita da cidade de Eskilstuna (no sudeste da Suécia) foi destruída por um incêndio que os membros da comunidade acreditam ter sido causado deliberadamente, dado que, ao longo do último ano, foram várias as ameaças recebidas, noticiou o site The Muslim Times esta quinta-feira, 28 de setembro.

Anas Deneche, gestora de comunicação da mesquita, contou aos jornalistas que o incidente aconteceu ao final do dia de segunda-feira, 25, referindo que a sua mãe ouviu o barulho de uma explosão e, logo de seguida, viu chamas a propagar-se pelo edifício, que ardeu até ao telhado.

“Mais uma vez, ataques terroristas contra uma mesquita na Suécia. Este é outro ataque brutal aos direitos humanos, à democracia e à liberdade no país formalmente conhecido como uma superpotência humanitária”, escreveu o deputado sueco de origem turca Mikail Yüksel na rede social X (ex-Twitter).

Uma série de ataques incendiários tendo como alvo mesquitas de várias cidades suecas, incluindo a de Eskilstuna, havia ocorrido em 2014. Já nos últimos meses, o país, onde vivem mais de 600 mil muçulmanos, assistiu a diversos “comícios anti-islâmicos” com atos de profanação do Alcorão – livro sagrado do Islão – em frente a mesquitas e embaixadas de países islâmicos [ver 7MARGENS].

As ações têm-se sucedido na Suécia e também na Dinamarca, ao abrigo das leis constitucionais que protegem a liberdade de expressão nestes Estados, o que tem gerado críticas e manifestações em vários países de maioria muçulmana.

A revista Time assinala que estes incidentes (que não são em número elevado, mas com a elevada partilha de vídeos e fotos nas redes sociais adquirem um enorme protagonismo) estão também a deixar “ansiosos” os líderes do norte da Europa. “Estamos atualmente na situação de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson,  em agosto, após uma conversa com a sua homóloga dinamarquesa, Mette Frederiksen, sobre o assunto.

“O principal desafio para os governos dinamarquês e sueco é atualmente navegar no dilema entre minimizar o risco de ataques terroristas e reparar as suas relações diplomáticas com o mundo muçulmano, ao mesmo tempo que estão expostos a críticas internas maciças e acusações de cedência à pressão de potências estrangeiras”, disse Dino Krause, pesquisador do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais, à Time.

 

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