
Mulher deslocada na Somália: um litro de água neste país pode custar mais do que em Miami. Foto © Claudia Rosel/IOum
Metade da população da Somália não tem, presentemente, acesso a água potável e as crianças no país sofrem de cólera e desidratação. Com esses fundamentos, foi lançada uma petição que pretende angariar fundos para o abastecimento de água naquele país africano.
“A Somália tem água doce, mas é muito profunda, o que torna difícil a sua extração. As empresas vendem-na a preços elevados e, em algumas aldeias, um litro de água custa mais do que em Miami”, diz uma nota da organização não-governamental (ONG) Avaaz enviada ao 7MARGENS.
Perante esta realidade, a Durdur, uma outra ONG financiada diretamente pelos membros da Avaaz, lançou um projeto inicial de abastecimento de água potável à população.
A Avaaz apela a que sejam feitos donativos para que esta pequena ONG “possa comprar o equipamento de perfuração e os camiões-cisterna necessários para abastecer milhões de pessoas com água”. “Também ajudaremos a financiar as análises ambientais antes da perfuração, o recrutamento de pessoal local e as campanhas da Avaaz para tornar a água potável acessível a todos”, afirma a Avaaz.
“Na Somália, 40% das fontes de água existentes estão fora de serviço. A inação das autoridades públicas, combinada com as repercussões catastróficas das alterações climáticas, está a permitir que as empresas enriqueçam, colocando as famílias perante escolhas impossíveis”, diz a organização, sobre o contexto em que aquele país se encontra.
Sob o lema “Sem água, morremos”, a Durdur promove a perfuração de “furos, constrói estações de tratamento e fornece água a casas, escolas e centros de saúde para que mesmo os mais vulneráveis possam ter acesso a água limpa”.
Dados científicos, afirma a Avaaz, dizem que as alterações climáticas aumentaram em 100 vezes o risco de seca na Somália. Mais uma razão para ser feita uma doação à Durdur, argumenta a organização.
As doações podem ser realizadas nesta página.









