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A covid-19 e o G20

Metropolita ortodoxo quer reconhecimento mútuo das vacinas

| 02/11/2021

Metropolita Hilarion de Volokolamsk (ao meio na foto) com preocupações sobre as vacinas russas. Foto © Wikimedia Commons

 

Os países do G20 deveriam pôr de lado as suas diferenças políticas para salvar a vida e a saúde das pessoas durante a pandemia do coronavírus, aceitando o reconhecimento mútuo das vacinas, disse o metropolita Hilarion, um dos principais responsáveis da Igreja Ortodoxa Russa.

“A questão de uma interacção mais estreita entre os países do G20 há muito que se fazia esperar, especialmente na situação actual da pandemia”, afirmou o chefe do Departamento Sinodal para as Relações Externas da Igreja, no programa Igreja e o Mundo na televisão Rossiya-24.

Citado pela agência Interfax, Hilarion acrescentou: “Devemos compreender que os países do G20 podem ter diferenças consideráveis, a um nível político em particular, mas quando se trata da saúde das pessoas, quando se trata da vida das pessoas, quando se trata de um desafio comum a toda a humanidade, as diferenças políticas devem ser postas de lado.”

O metropolita referia-se indirectamente à questão das vacinas russas e do reconhecimento mútuo que o país tem pedido. As vacinas russas não são piores do que as ocidentais, defendeu o metropolita, mas as pessoas vacinadas no país sofrem discriminação quando vêm para países ocidentais, considera.

A União Europeia tem códigos QR especiais que as pessoas utilizam para entrar em restaurantes e outros locais públicos, referiu ainda o responsável. “É impossível receber tal código QR se uma pessoa for vacinada, digamos, com uma vacina russa, e não com nenhuma das vacinas aprovadas na UE.” Mas a mesma coisa funciona ao contrário; ou seja: as vacinas ocidentais não são reconhecidas na Rússia. “Por isso, é claro, esta questão está atrasada, e gostaríamos de esperar que seja resolvida”, disse o metropolita.

 

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