reunião extraordinária dos ministros da União Europeia com o pelouro das migrações, Foto c European Union

O encontro serviu para passar em revista a situação em todas as rotas migratórias, especialmente no Mediterrâneo Central e na zona oeste dos Balcãs. Foto © European Union.

 

A reunião extraordinária dos ministros da União Europeia com o pelouro das migrações, que esta sexta-feira, 25 de novembro, se realizou em Bruxelas, apesar de pressionada por um novo crescendo de migrantes, resultou numa declaração de boas intenções.

Tendo como ponto de agenda “a situação atual em todas as rotas migratórias – balanço dos desafios urgentes e caminho conjunto”, o encontro serviu, de facto, para passar em revista a situação em todas as rotas migratórias, especialmente no Mediterrâneo Central e na zona oeste dos Balcãs.

Além disso, nas palavras do titular da pasta do Interior checo, que presidiu, “os ministros reiteraram o seu compromisso de encontrar soluções comuns concretas que possam ser implementadas imediatamente, enquanto trabalham juntos para concluir a reforma migratória em andamento o mais rápido possível”.

O comunicado da presidência destaca que, perante as tensões recentes entre a Itália e a França, “eles confirmaram a unidade da UE para enfrentar os desafios atuais e futuros”.

Mais especificamente, afirmaram o compromisso para “construir um sistema de migração e asilo mais resiliente”, procurando o acordo quanto à reforma do pacto de asilo e migração da UE o mais rápido possível.

Sublinharam também a necessidade de intensificar o apoio e a cooperação da UE com todos os países e organizações parceiras para “prevenir partidas e evitar a perda de vidas, abordar as causas profundas da migração e lutar contra as redes de contrabando e melhorar significativamente o regresso e a readmissão”.

Anunciaram, por fim, que a mesma Comissão para o Mediterrâneo Central, que elaborou um plano de ação que foi bem acolhido, se disponibilizou para desenvolver planos de ação semelhantes para outras rotas, começando pela rota dos Balcãs Ocidentais.

Depois de picos absolutamente excecionais em 2014 e 2015 e de medidas de contenção adotadas por Bruxelas, o número de migrantes que, em condições de grande precariedade e risco, se dispõe a demandar os países da União Europeia, tem vindo a crescer desde 2020.

 

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