Milhares de crianças afetadas pelos ataques de Israel no sul do Líbano

| 6 Mai 2024

UNICEFUNI561766Diego Ibarra Sánchez On February 22, 2024, a Lebanese child walks through the rubble of a house destroyed by an airstrike in Majdal Zoun, south Lebanon.

Uma criança libanesa caminha entre os destroços de uma casa arrasada por um ataque aéreo em Majdal Zoun, no sul do Líbano, em fevereiro deste ano. Foto © UNICEF/Diego Ibarra Sánchez 

Com o foco das atenções centrado em Gaza e na Cisjordânia, o sul do Líbano, incluindo o vale de Bekaa, tem sido alvo de ataques das tropas israelitas, que levaram a que, nos últimos meses, 90 mil pessoas tivessem de abandonar as suas casas, registando-se cerca de três centenas e meia de mortes e perto de milhar e meio de feridos.

Os dados são do Ministério da Saúde Pública do Líbano e citados num comunicado recente da UNICEF, que alerta para o facto de as crianças estarem a pagar um preço muito elevado com esta guerra, com oito crianças mortas, 75 feridas e à roda de 30 mil deslocadas, desde outubro de 2023.

“Como o conflito que afeta o sul do Líbano está no seu sétimo mês, estamos profundamente preocupados com a situação das crianças e famílias que foram forçadas a abandonar as suas casas, e com o profundo impacto a longo prazo que a violência está a ter na segurança, saúde das crianças e no seu acesso à educação”, afirmou o representante da UNICEF no Líbano, Edouard Beigbeder.

Sublinhando que “a proteção das crianças é uma obrigação que decorre do direito internacional humanitário”, aquele responsável lembra que “todas as crianças merecem estar seguras”. Porém, “enquanto a situação [naquela região] continuar tão volátil, mais crianças sofrerão”.

O agravamento do conflito armado, nos últimos meses “danificou infraestruturas e instalações civis e também teve impacto nos serviços essenciais dos quais dependem as crianças e as famílias, incluindo danos significativos em nove estações de água, que servem uma população de 100 mil pessoas”, segundo refere a organização das Nações Unidas

Nessa parte do país, “mais de 70 escolas estão atualmente fechadas, afetando cerca de 20 mil alunos, e cerca de 23 unidades de saúde – que atendem quatro mil pessoas – estão de portas fechadas devido às hostilidades”.

Segundo a UNICEF, já antes do início deste conflito os serviços essenciais do Líbano, incluindo os sistemas de saúde e de educação, estavam à beira do colapso, após anos de sobrecarga”. No caso do sistema de saúde pública, registava-se “escassez de recursos, incluindo energia, recursos humanos, equipamentos e medicamentos”, uma situação agravada pela crise financeira e económica que o país vive desde 2019.

Segundo a plataforma de defesa dos direitos humanos Beirut Today, um espaço de média independente e gratuito com sede no Líbano, aberto a jovens jornalistas, estudantes, académicos, ativistas e cidadãos, esta é “uma guerra contra as crianças”, que estão “a pagar o preço da agressão de Israel”.

Beirut Today denuncia que os métodos utilizados pelo agressor no sul do Líbano “não são muito diferentes dos utilizados em Gaza”, onde se calcula terem sido mortas “mais de 14.500 crianças, ultrapassando o número de crianças mortas em conflitos em todo o mundo entre 2019 e 2022”.

Aludindo ao apoio e ajuda militar dados pelos Estados Unidos da América a Israel, a plataforma observa: “curiosamente, os EUA são o único país que [ainda] não ratificou a Convenção sobre os Direitos da Criança”, aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 20 de novembro de 1989.

 

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