Amnistia Internacional denuncia

Prisões arbitrárias, tortura e maus-tratos em El Salvador

| 2 Jun 2022

Nayib Bukele presidente de el salvador, foto retirada da sua pagina de facebook

No poder há três anos, o governo do Presidente Nayib Bukele declarou o estado de emergência a 27 de março deste ano, sob o pretexto de “um abrupto aumento do número de homicídios”, e já o prolongou duas vezes. Foto retirada da página de Facebook de Nayib Bukele.

 

Há uma crise de direitos humanos em El Salvador, alerta a Amnistia Internacional (AI). “As autoridades salvadorenhas têm cometido violações de direitos humanos em grande escala, incluindo milhares de prisões arbitrárias e violações do direito a um julgamento justo, bem como tortura e maus-tratos, e pelo menos 18 pessoas morreram sob custódia do Estado”, denunciou a organização não governamental em comunicado enviado esta quinta-feira, 2 de junho, às redações.

No poder há três anos, o governo do Presidente Nayib Bukele declarou o estado de emergência a 27 de março deste ano, sob o pretexto de “um abrupto aumento do número de homicídios alegadamente cometidos por gangues”, e já o prolongou duas vezes. Mas “em vez de fornecerem uma resposta eficaz à dramática violência provocada pelos gangues e aos históricos desafios de segurança pública que o país enfrenta, estão a submeter o povo de El Salvador a uma tragédia”, refere a diretora da AI para o continente americano, Erika Guevara-Rosas, citada no comunicado.

De acordo com a Amnistia, as autoridades daquele país latino-americano estão “a criminalizar as pessoas em situação de pobreza”. Nas últimas semanas, uma equipa de resposta a crises da Amnistia confirmou  28 casos de violações dos direitos humanos envolvendo 34 pessoas. Pelo menos 18 pessoas terão morrido sob custódia do Estado durante o estado de emergência e, dadas as precárias condições prisionais, a organização teme que o número de vítimas mortais possa aumentar nos próximos dias.

“A dimensão das violações dos direitos humanos exige uma resposta forte e imediata da comunidade internacional”, defende Erika Guevara-Rosas, exigindo ao Governo do Presidente Bukele que reverta “imediatamente as medidas recentes que violam direitos humanos e estabeleça um diálogo com organizações nacionais e internacionais da sociedade civil e organismos internacionais de proteção dos direitos humanos a fim de definir uma política de segurança pública que seja eficaz e respeite os direitos humanos”.

 

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