
Membros da Unidade Zaytun, do exército da Coreia do Sul, procuram minas antipessoais em Arvil, no Iraque. Foto © Ministério da Defesa da Coreia do Sul
Dia 4 de abril é o Dia Internacional de Consciencialização sobre as minas antipessoais. Segundo as Obras Missionárias Pontifícias (OMP), há 61 países em que este perigo oculto ameaça a população todos os dias, países onde grande parte das áreas de cultivo não podem ser usadas para a agricultura por causa deste perigo.
Estes dados foram denunciados, por exemplo, pelos bispos da República Centro-Africana em julho do ano passado. Ao pedir o fim da violência que abala o país, com mais de 700.000 deslocados internos, os bispos denunciaram o uso de minas antipessoais por parte de grupos armados. “Notamos com consternação o recurso ao uso proibido de minas antipessoais, que provocam a desolação da população e a morte dos nossos cidadãos”, e salientamos que as pessoas que trabalham nos campos e os pastores “foram levados como reféns desses grupos armados, o que tornou as deslocações nestas zonas perigosas para o resto da população.”
As minas terrestres, que apareceram durante a Primeira Guerra Mundial, enterradas no subsolo, continuam a ser uma ameaça mortal em muitos países, anos após o fim de um conflito. As minas antipessoais, em particular, são consideradas uma arma contra a população civil e são proibidas internacionalmente, porque muitas vezes são difíceis de detectar no solo. O seu uso está em declínio em todo o mundo, mas apesar disso, os números de 2020 mostram que 10.102 pessoas morreram em 30 países em todo o mundo devido às minas antipessoais, com Iraque, Síria e Iémen a serem os países onde mais pessoas foram vítimas delas.
Em 1999, entrou em vigor a Convenção de Otava, que proíbe o uso, armazenamento e produção de minas antipessoais. Atualmente, segundo dados das OMP, 164 estados são membros do tratado, incluindo a Alemanha. Mesmo assim, 32 países não aderiram ao acordo, incluindo Estados Unidos, China e Rússia, o que faz redobrar a atenção para este flagelo nos dias de hoje, em território ucraniano,: há relatos que começam a chegar de zonas ocupadas pelos russos sobre a existência de minas antipessoais que dificultam ainda mais a vida à população ucraniana, mesmo depois da retirada das tropas russas.









