
A promoção do diálogo entre religiões continua a ser uma prioridade para o padre Sebastiano D’Ambra. Foto © ACN
O missionário italiano Sebastiano d’Ambra, fundador do Movimento Silsilah nas Filipinas, recebeu o maior prémio atribuído pela conferência episcopal daquele país pelo seu trabalho em defesa do diálogo inter-religioso e como reconhecimento pelo “serviço excepcional e generoso” que tem desenvolvido, noticiou esta terça-feira, 9 de julho, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.
Entregue no passado domingo, 7, a Cruz de Ouro de Dom Jorge Barlin (em memória do primeiro bispo das Filipinas) foi atribuída no ano em que o movimento assinala o seu 40º aniversário. “A Igreja das Filipinas mostra assim o seu apreço pelo trabalho do missionário, que já se tinha distinguido como mediador entre grupos rebeldes da Frente Moro de Libertação Nacional e o exército de Manila durante o conflito que abalou o sul das Filipinas durante décadas”, pode ler-se no comunicado da Fundação AIS, parceira do Movimento Silsilah. “Ao longo destes 40 anos de trabalho, o padre D’ambra diz que tentou ‘implementar o Concílio Vaticano II, através do diálogo’, que era então visto como parte dos novos caminhos da missão”, acrescenta o texto.
A promoção do diálogo entre religiões continua a ser uma prioridade para o padre Sebastiano D’Ambra, 82 anos, e para o Movimento, que ainda no passado mês de junho promoveu uma formação para catequistas e outros líderes católicos leigos em Mindanao, a segunda maior ilha das Filipinas, local que tem sido palco de fortes tensões inter-religiosas. O objetivo do curso foi prepará-los para “melhor difundir e fortalecer a fé das comunidades católicas”, ao mesmo tempo que “capacita para o diálogo inter-religioso com a população muçulmana da ilha” [ver 7MARGENS].
As Filipinas são um dos dois únicos países da Ásia com maioria cristã, juntamente com Timor Leste. Mas Mindanao, embora seja maioritariamente católica, tem uma grande comunidade islâmica.









