Reunião do Verbo Divino

Missionários impedidos de entrarem em Moçambique

| 9 Jun 2022

Celebração de missionários do Verbo Divino, em Moçambique © SVD Moçambique

Celebração de missionários do Verbo Divino, em Moçambique © SVD Moçambique

 

As autoridades moçambicanas travaram a entrada no país a 50 missionários do Verbo Divino que iam participar a 22 de maio num encontro internacional desta congregação da Igreja Católica, denunciou a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Segundo a AIS, os 50 missionários de diversos países foram impedidos de entrar em Moçambique, apesar dos esforços da organização para a obtenção dos vistos a tempo da entrada no país.

Para o encontro de coordenadores das principais áreas de trabalho de todas as províncias de África e Madagáscar (Afram) do Verbo Divino, dez missionários arriscaram a viagem tentando obter uma autorização através do Departamento de Migração existente no aeroporto de Maputo, mas sem sucesso. O visto foi negado e os padres foram obrigados a apanhar aviões de regresso aos seus países.

De acordo com a AIS, a situação causou mal-estar na comunidade, que está a assinalar os 25 anos de presença em Moçambique, tendo um dos missionários do Verbo Divino, Moacir Rudnick, secretário da missão moçambicana, escrito nas redes sociais que esta situação “é uma vergonha para Moçambique”.

Já o padre Johnson Furtado, que é superior regional dos Missionários do Verbo Divino em Moçambique, afirmou à Fundação AIS, por telefone, não compreender a razão por que as autoridades negaram a concessão dos vistos e a respetiva entrada no país a tantos sacerdotes e irmãos desta congregação da Igreja Católica. “Não sei qual é a razão. É um pouco difícil para mim dizer qual a razão por que isto aconteceu.”

O padre Furtado reconheceu que se tem vindo a complicar a concessão dos vistos em Moçambique, e que todos os documentos passam invariavelmente pela Nunciatura Apostólica em Maputo, ou seja, pela representação diplomática da Santa Sé. “Sim, agora é sempre um pouco complicado. Levam muito tempo. Todos os nossos documentos vão para a Nunciatura, e da Nunciatura vão para o ministro dos Assuntos Religiosos e depois passa para [os serviços de] migração e tudo o mais e leva muito tempo… No mínimo dois meses. Mas é para cima disso.”

Moacir Rudnick afirmou, em mensagem enviada para a Fundação AIS em Lisboa, que a dificuldade na obtenção dos vistos é algo cada vez mais comum em Moçambique e afeta todas as congregações. “O que nos preocupa é que essa situação não é só nossa, dos missionários do Verbo Divino, outras congregações têm enfrentado a mesma situação: a muitas irmãs e padres, leigos missionários… foram recusadas as suas entradas” no país, sem que sejam dadas justificações.

Segundo a AIS, a não atribuição dos vistos necessários para que os missionários do Verbo Divino pudessem ter participado na capital moçambicana na reunião galgou fronteiras. O padre Lawrence Muthee, da Tanzânia, que é o coordenador de comunicação da Afram, diz que “a reunião teve uma reviravolta extraordinária”, pois muitos dos participantes não puderam estar fisicamente presentes no encontro, “devido a complicações nos vistos”. Entre os 50 missionários que não tiveram autorização de entrada, estava o próprio coordenador da Afram, o padre Willibrord Kamion Bhia, da República Democrática do Congo.

 

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