
O bispo António Juliasse Sandramo exortou todos os que “têm meios” a pô-los ao serviço do socorro aos refugiados fugidos de Palma. Foto: Direitos Reservados.
“Dos outros cristãos não se sabe quase nada”, afirma com tristeza frei António Chamboco, pároco de Palma, em conversa telefónica gravada na terça-feira, 30 de março, com o responsável pela comunicação da Diocese de Pemba que a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre reproduz no seu sítio digital.
“Tenho algumas notícias a partir das pessoas que foram resgatadas e já chegaram a Pemba”, diz Chamboco, que estava há um ano colocado em Palma, no extremo Norte da província de Cabo Delgado e de Moçambique. Um dos coordenadores da comunidade conseguiu “fugir dos ataques e foi na direção da Tanzânia. (…) O outro coordenador fugiu para Nangade. Dos outros cristãos não se sabe quase nada…”, acrescenta, na gravação que pode ser ouvida a seguir:
Apanhado longe da sua paróquia quando se deu o ataque terrorista a Palma, o padre Chamboco acompanhou à distância o que se passava graças ao relato daqueles dois coordenadores da comunidade, de outros cristãos fugidos com quem conseguiu contactos pontuais e de refugiados entretanto chegados a Pemba. “Quanto à destruição, ainda não tenho informações certas se a igreja foi destruída, assim como a casa paroquial” reconhece Chamboco, que diz estar “ainda a procurar essas informações.”
Nesta quarta-feira, 31 de março, o administrador apostólico de Pemba, o bispo António Juliasse Sandramo, exortou, em entrevista dada à RTP, todos os que “têm meios” a pô-los ao serviço do socorro aos refugiados fugidos de Palma.
O bispo afirmou ainda que os deslocados vão continuar a chegar a outras zonas da província de Cabo Delgado para além da cidade de Pemba. Ao mesmo tempo, defendeu a urgência de uma resposta por parte do poder político moçambicano, pois a população não tem condições para se defender dos extremistas.










