Igreja de luto

Morreu o “anjo das crianças de rua” do Haiti

| 27 Jun 2022

Imagem de arquivo da Ir. Luisa Dell’Orto, assassinada no Haiti. Foto © Vatican Media

Imagem de arquivo da Ir. Luisa Dell’Orto, assassinada no Haiti. Foto © Vatican Media

 

A Irmã Luisa Dell’Orto, uma religiosa que pertencia às Irmãzinhas do Evangelho, foi assassinada no sábado, durante o que se pensa ter sido um assalto violento. A religiosa vivia há 20 anos no país, e era conhecida pelo “anjo das criança de rua”, em virtude do seu trabalho com as crianças pobres de Port-au-Prince. A sua morte foi lamentada pelo Papa Francisco na oração do Angelus de domingo passado.

Esta religiosa dirigia uma casa nos arredores da capital e a sua comunidade religiosa, inspirada por S. Charles de Foucald, era o “pilar” do trabalho que as religiosas desenvolviam no Haiti, especialmente junto das crianças de rua. Como recorda o Vatican News, a comunidade religiosa tem uma casa nos arredores da capital haitiana onde são acolhidas as crianças desamparadas. O espaço, a Casa Carlo [Kay Chal], construída com o apoio, entre outras entidades, da Caritas de Itália, “é um espaço seguro para centenas de crianças deste bairro muito pobre da periferia de Port-au-Prince”. A sua escola acolhe 300 crianças e adolescentes, para além de desenvolverem uma cooperativa de bordados com algumas mulheres.

Depois de, em abril, um sacerdote ter sido raptado e devolvido à liberdade em 24 horas, esta morte vem relançar a questão da segurança no país, em especial dos religiosos que lá vivem e trabalham. O Arcebispo de Cap-Haïtien, D. Launay Saturné, disse mesmo, na ocasião, que “o Haiti está a viver um tempo de enorme instabilidade com a multiplicação de grupos armados que actuam perante a inoperância das autoridades”, citado pela Fundação AIS.

Em declarações à Fundação AIS, após a libertação do sacerdote, o prelado referiu que a questão dos sequestros está a tornar-se de dia para dia mais complexa e difícil. “A deterioração desta situação deve-se à multiplicação de gangues armados, aos constantes casos de rapto, à insegurança omnipresente, à inflação, especialmente ao aumento dos preços dos bens essenciais, aos incidentes sangrentos e a uma avalanche de distúrbios e actos de crueldade.”

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