
António Boto de Oliveira: “A manjedoura mistura-se em amor com a cruz”, escreveu na sua última mensagem aos amigos. Foto © Ecclesia.
Na sua página na rede social Facebook, escreveu no dia de Natal, às 10h da manhã: “O Natal na cidade visto de uma janela do IPO [Instituto Português de Oncologia]. Não há árvore de Natal, não há comidas boas mas há um presépio em que a manjedoura se mistura em amor com a cruz.” Foi a última mensagem deixada pelo padre António Pedro Boto de Oliveira, pároco de duas paróquias no centro de Lisboa e responsável durante vários anos por serviços culturais no Patriarcado de Lisboa.
Boto de Oliveira foi a enterrar nesta quinta-feira, dia 6, depois de ter morrido, na véspera, no Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Completaria 51 anos no dia 5 de Fevereiro.
Pároco de Santa Catarina e Mercês, António Boto de Oliveira foi ordenado no dia 29 de junho de 1996, no Mosteiro dos Jerónimos, pelo então patriarca D. António Ribeiro, recorda a nota do Patriarcado no momento da morte.
Vigário paroquial das paróquias da Amadora e Falagueira (1996-2000) e, a partir de 1997, também da quase-paróquia de São Brás, no mesmo concelho, o padre António Pedro foi ainda pároco da Encarnação do Chiado e integrou a Comissão Bilateral para o património, estabelecida pela Concordata de 2004 entre a República Portuguesa e a Santa Sé.
No Patriarcado de Lisboa, exerceu ainda o cargo de director dos Bens Culturais no Departamento da Comunicação e Cultura (2007-2012,), do Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa (desde 2009) e dos serviços de Património: Investigação e Promoção Cultural e Inventário e Apoio Técnico, além de ter sido professor na Universidade Católica Portuguesa. No Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, que lamentou também a sua morte, colaborou em várias iniciativas, nomeadamente no âmbito da formação e inventário.
O padre António Pedro colaborou ainda em diversas publicações, entre as quais num livro sobre a Igreja de Santa Catarina (Igreja dos Paulistas ou de Santa Catarina: intervenção de conservação e restauro do património artístico integrado, 2005), outro sobre Os Patriarcas de Lisboa (2009) ou num catálogo da exposição por ele comissariada E habitou entre nós: imagens do Menino Jesus no Patriarcado de Lisboa (2010).










