Movimento de Schoenstatt nega acusações de abuso sexual e de poder ao seu fundador

| 4 Jul 20

José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Foto: Direitos reservados.

 

A presidência internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt, organização católica fundada pelo padre alemão José Kentenich, publicou esta sexta-feira, 3 de Julho, uma carta na sua página oficial, negando as acusações de abuso sexual e de poder contra o seu fundador.

As acusações tinham surgido na véspera, num artigo publicado no Die Tagespost pela historiadora católica Alexandra von Teuffenbach, que já foi professora de História da Igreja na Universidade Pontifícia Regina Apostolorum, em Roma.

Von Teuffenbach deu a conhecer esses elementos a partir da consulta aos arquivos do pontificado do Papa Pio XII (1939-1958), abertos em Fevereiro aos investigadores (e encerrados pouco depois, por causa da pandemia). Os documentos incluiriam uma investigação do padre holandês Sebastian Tromp.

A investigadora fala de um “ambiente sexualizado” criado por Kentenich em relação às freiras do Instituto das Irmãs de Maria e de maus tratos psico-emocionais, com relatos de diálogos que traduziriam a “dependência infantil e a servidão”.

Kentenich esteve separado do movimento entre 1951 e 1965, sendo investigado pelo Vaticano. Mas na carta agora publicada, os dirigentes de Schoenstatt negam que tenham sido as razões apontadas pela historiadora a causa desse afastamento, mas antes razões de ordem “administrativa”.

A causa para a beatificação de José Kentenich está já, entretanto, iniciada.

 

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