Para resolver o conflito

Movimento por Cabo Delgado quer iniciativas urgentes

| 28 Jun 21

Cabo Delgado-Helpo 3

Plataforma pede ações urgentes para a zona de Cabo Delgado, em Moçambique. Foto © Helpo

 

O Movimento por Cabo Delgado, constituído por três dezenas de organizações da sociedade civil portuguesa, reclama uma ajuda humanitária urgente para a província moçambicana, vítima de um conflito que provocou mais de 700.000 deslocados e mais de 2000 mortes.

A organização considera que são várias as motivações do conflito, mas, “além de uma dimensão religiosa instrumental, a maior causa assenta no esquecimento, na ausência de desenvolvimento e na ausência de esperança a que a população de Cabo Delgado tem sido votada pelo seu próprio Estado, pelos países parceiros e por toda a comunidade internacional”, afirma, em comunicado enviado ao 7MARGENS.

Com um grupo promotor constituído pela Cáritas Portuguesa, pelo Centro Missionário Arquidiocesano de Braga, pela Comissão Nacional Justiça e Paz, pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, pela Fundação Fé e Cooperação, pela Fundação Gonçalo da Silveira e por Rosto Solidário (afecto à congregação Passionista), o Movimento por Cabo Delgado contactou os grupos parlamentares, os eurodeputados portugueses e o Presidente da República a solicitar reuniões de trabalho.

O objectivo é fazer lembrar que a situação de Cabo Delgado não está resolvida e que é urgente que lá chegue a ajuda humanitária. As reuniões têm vindo a decorrer desde Abril, estando agendado para o próximo mês o encontro com o Presidente da República.

“A nossa missão”, indica o Movimento por Cabo Delgado, “é ser voz” dos que dela precisam: “dos deslocados que continuam a chegar diariamente aos distritos do sul, em especial Ancuabe, Pemba, Montepuez e Mueda”, que continuam a passar fome e se encontram num estado psicológico de grande fragilidade, “por verem os seus familiares perderem a vida à sua frente, por terem perdido todos os seus bens”; “das crianças deslocadas que se perderam das suas famílias, que perderam o acesso à educação, que têm de se tornar pequenos adultos e resistir”; “das organizações humanitárias no terreno que precisam de todo o apoio na ajuda da construção de uma nova vida para os deslocados que se encontram nos centros de reassentamento de Mecufi, Ancuabe, Montepuez, Chiure, Namuno e Balama e que precisam de um abrigo digno, de poder prover o seu sustento através do trabalho numa nova machamba, através de trabalho de carpintaria, através de trabalho em costura e muito mais”; “de meninas e jovens que continuam a ser raptados pelos chamados insurgentes”.

No território de Cabo Delgado, recorda o movimento, “existem riquezas infindáveis no subsolo, que estão a ser exploradas por grandes multinacionais, e ao mesmo tempo é das províncias moçambicanas com um menor nível de desenvolvimento social”.

 

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