IV Encontro Mundial

Movimentos populares medem com o Papa o impacto da covid nas profissões humildes

| 9 Jul 2021

Papa Francisco. Movimentos populares

O Papa Francisco a falar no encontro de Movimentos populares, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), 9 de Julho de 2015, faz agora seis anos. Foto © Juan Diego/Encuentro Mundial de Moviminentos Populares

 

O impacto da covid-19 nos trabalhadores mais humildes e rejeitados é o tema que juntará o Papa Francisco com representantes e delegados dos movimentos populares de todo o mundo nesta sexta-feira, 9 de Julho, às 14h de Roma (13h em Lisboa). E eles incluem movimentos de apanhadores de cartão, recicladores, vendedores ambulantes, costureiras, artesãos, pescadores, camponeses, construtores, mineiros, trabalhadores em empresas recuperadas, cooperativas, ofícios populares, trabalhadores cristãos em vários ofícios e profissões, pequenos agricultores, trabalhadores em bairros e favelas que praticam a cultura do encontro.

Esta será a primeira parte do IV Encontro Mundial de Movimentos Populares (EMMP). A segunda decorrerá em Setembro e em ambas as ocasiões o encontro será integralmente em formato de videoconferência.

No encontro, prevê-se que se debata a situação decorrente da pandemia, no que diz respeito ao que o Papa tem designado pelos “direitos sagrados” dos 3T: terra, tecto e trabalho. Nos anteriores encontros (realizados no Vaticano, em 2014 e 2016, e em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, em 2015), Francisco referiu-se a esses temas e na encíclica Fratelli Tutti, de Outubro de 2020, escreveu: “É possível desejar um planeta que garanta terra, tecto e trabalho para todos.”

O encontro de Setembro será centrado no trabalho e nas lutas que os movimentos populares têm travado durante a pandemia. De acordo com um comunicado da organização enviado ao 7MARGENS, os movimentos darão conta das conclusões dos encontros que têm realizado, depois do que o Papa lhes dirigirá a sua mensagem. Ambos os encontros serão transmitidos simultaneamente em espanhol, inglês, português e francês, pelos meios de comunicação dos movimentos populares.

Neste IV EMMP, estarão delegados e delegadas das Américas, Europa, África e Ásia, provenientes de periferias urbanas, rurais e laborais. Pretendem “ouvir e dar visibilidade às preocupações sobre as crescentes injustiças causadas pelo sistema capitalista e de exclusão” e reúnem-se “para reflectir e partilhar as suas lutas sociais, organizadas a partir da comunidade, e sobretudo para propor soluções alternativas e novas formas de luta, em defesa dos direitos que os convocam, principalmente Terra, Tecto e Trabalho”.

Na Páscoa de 2020, já em plena pandemia, o Papa escreveu uma nova carta aos movimentos populares, na qual sugeria que era chegada a hora de pensar num “salário universal que reconheça e dignifique as tarefas nobres e insubstituíveis” realizadas pelos trabalhadores de profissões mais desvalorizadas e desprotegidas socialmente e “capaz de tornar realidade a ideia de “nenhum trabalhador sem direitos”. (Os documentos dos encontros anteriores estão disponíveis na rubrica “O encontro” da página do EMMP.)

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Encontro dos Movimentos populares em Temuco, em Janeiro 2018. Foto Encuentro Mundial de Movimientos Populares.

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