Museu Judaico e parcerias com entidades judaicas para assinalar 200 anos do fim da Inquisição

| 31 Mar 2021

Museu Judaico de Lisboa-Tikva © Libeskind (1)

O futuro Museu Judaico de Lisboa foi desenhado pelo arquiteto Daniel Libeskind, autor dos museus judaicos de Berlim, São Francisco e Copenhaga. Foto: © Daniel Libeskind.

O futuro Museu Judaico de Lisboa, intitulado de Tikvá – que significa “esperança” em hebraico –, vai situar-se em Belém. Desenhado pelo arquiteto Daniel Libeskind, autor dos museus judaicos de Berlim, São Francisco e Copenhaga, bem como dos memoriais do Holocausto nos Países Baixos, no Canadá e nos Estados Unidos, o museu pretende ser um lugar de preservação e divulgação da memória e da vivência judaica em Portugal, sobretudo em Lisboa.

A assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Hagadá, responsável pela criação, instalação e gestão do núcleo museológico, decorreu esta quarta-feira, 31 de março, exatamente 200 anos depois das Cortes do Reino terem decidido extinguir a Inquisição em Portugal. “O museu contará uma história única de quase dois mil anos de longevidade e pluralidade de culturas que conferem ao judaísmo português um carácter peculiar e muito rico”, sublinhou, no termo da cerimónia, Esther Mucznik, presidente daquela associação.

O museu, que deverá ser apoiado pelo dono da Herdade da Comporta em pelo menos dois milhões de euros, de acordo com O Jornal Económico, deverá estar concluído em 2024 e ficará junto ao Tejo, entre a Torre de Belém e a Fundação Champalimaud.

Em 2016, a construção do museu foi anunciada para o Largo de São Miguel, em Alfama, tendo as obras de demolição/construção arrancado pouco depois. Contudo, devido à oposição da associação representativa dos moradores do bairro, as obras foram suspensas e posteriormente canceladas por ordem do tribunal. A associação de moradores defendia que a arquitetura do edifício não se adequava ao património edificado de Alfama e que era importante preservar prédios cuja demolição estava prevista.

 

Porto recorda rabi Yahia Ben Yaish
Capa do opúsculo sobre rabi Yahia Ben-Yahia, escrito por Barros Basto

Capa do opúsculo sobre o rabi Yahia Ben-Yahia, escrito por Barros Basto.

Antecipando o dia da comemoração dos 200 anos do fim da Inquisição em Portugal, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a Comunidade Judaica do Porto celebraram na terça-feira, 30, um protocolo de parceria, amizade e cooperação para aprofundar o conhecimento da história de Portugal.

A Sociedade Histórica é presidida por José Ribeiro e Castro e a Comunidade Judaica do Porto tem como vice-presidente da direção Isabel Lopes, que assinou o protocolo juntamente com o rabino-chefe da cidade, Daniel Litvak.

Isabel Lopes aproveitou a cerimónia para recordar que “quando o rabi D. Yahia Ben Yaish combateu ao lado de D. Afonso Henriques, ao serviço do qual terá morrido, por todo o território já se estendiam, desde longa data, comunidades judaicas.” Do seu ponto de vista, “o Museu Judaico do Porto e o Palácio da Independência são ótimos locais para refletir sobre os desafios que Portugal enfrentou, enfrenta e enfrentará”.

 

Há menos países a aplicar a pena de morte, mas número de execuções foi o mais elevado em quase uma década

Relatório 2023

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A Amnistia Internacional (AI) divulgou na madrugada desta quarta-feira, 29 de maio, o seu relatório anual sobre a aplicação da pena de morte a nível mundial, que mostra que em 2023 “ocorreram 1.153 execuções, o que representa um aumento de mais de 30 por cento em relação a 2022”, sendo que “este valor não tem em conta os milhares de execuções que se crê terem sido realizados na China”. Este “foi o valor mais alto registado” pela organização “desde 2015, ano em que houve 1.634 pessoas executadas”.

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Há uma “nova vaga de terror contra os cristãos” no Paquistão

Ataques sucedem-se

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O recente ataque a um cristão falsamente acusado de ter queimado páginas do Corão, por uma multidão muçulmana enfurecida, no Paquistão, desencadeou “uma nova vaga de terror” contra a minoria religiosa no país. Depois deste incidente, que aconteceu no passado sábado, 25 de maio, já foram registados outros dois ataques devido a alegados atos de “blasfémia” por parte de cristãos.

A memória presente em pequenas tábuas

Museu Abade de Baçal

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“Segundo uma Promessa” é o título da exposição inaugurada a 18 de maio no Museu Abade de Baçal, em Bragança, e composta por uma centena de pequenos ex-votos, registados em tábuas, que descrevem o autor e o recetor de vários milagres, ao longo dos séculos XVIII e XIX. “O museu tem a obrigação de divulgar e de mostrar ao público algum do património que está disperso pela diocese de Bragança-Miranda”, disse ao 7MONTES Jorge Costa, diretor do museu.

A cor do racismo

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O que espero de todos é que nos tornemos cada vez mais gente de bem. O que espero dos que tolamente se afirmam como “portugueses de bem” é que se deem conta do ridículo e da pobreza de espírito que ostentam. E que não se armem em cristãos, porque o Cristianismo está nas antípodas das ideias perigosas que propõem.

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