
A Bula para o Jubileu de 2025 deve ser publicada a 9 de maio de 2024. Foto retirada do site do Jubileu 2025.
Música, cinema ou exposições, são muitas as iniciativas preparadas para o Jubileu 2025, cuja programação cultural foi apresentada na última quinta-feira, 4, pelo Dicastério para a Evangelização do Vaticano. O bispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, divulgou algumas produções nas quais o Vaticano está a trabalhar e cujos detalhes serão revelados em maio. “Todas elas serão sempre gratuitas porque a cultura não tem preço”, afirmou em conferência de imprensa aquele responsável, citado pelo Vatican News, portal de notícias do Vaticano.
Para além disso, o arcebispo anunciou vários acontecimentos culturais organizados pela Santa Sé e que decorrerão ainda neste ano de 2024, como três concertos, o primeiro dos quais já no dia 28 de abril: na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma, será interpretado o Messias da autoria do compositor alemão Händel (depois naturalizado britânico). No dia 3 de novembro, no Auditório da Via della Conciliazione, igualmente em Roma, será apresentada a Quinta Sinfonia de Shostakovich, compositor e pianista russo. Já a 22 de dezembro, novamente na Igreja de Santo Inácio de Loyola, o grupo coral da Capela Sistina executará várias composições polifónicas dos italianos Palestrina, Perosi e Bartolucci.
Outras das atividades a realizar no final de 2024 será uma exposição de ícones na Igreja de Sant’Agnese in Agone, no centro de Roma, na qual serão expostas cerca de vinte obras russas, ucranianas e sírias, em colaboração especial com o Dicastério para a Evangelização e dos Museus do Vaticano. “Estamos em tempos de superabundância de imagens para um consumo rápido e superficial sem interiorização”, afirmou o padre Alessio Geretti, também presente na conferência de imprensa, que garante que esta iniciativa trará “imagens cheias de paz num mundo cheio de guerra”. Entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, acontecerão, ainda, duas homenagens aos pintores Salvador Dali e Marc Chagall.
A 14 de abril, começará, também, a mostra de cinema “Faces e contra-faces da esperança” no Cinema delle Province, em Roma com o filme italiano La porta del cielo dos cineastas Vittorio De Sica e Cesare Zavattini.
São muitas as instituições italianas e estrangeiras que se querem associar às comemorações do Jubileu, afirmou Rino Fisichella. Para assinalar, ainda, os 1700 anos do Concílio de Niceia, formou-se uma comissão específica encarregada de preparar algumas iniciativas a esse respeito.
O Jubileu é um “ano santo” declarado pela Igreja Católica. Celebra-se normalmente em cada quarto de século.










