Música sacra e espirituais negros em concertos pelo Coro da Nova

| 31 Mai 19

O Coro da Nova (Universidade Nova de Lisboa) realiza dois concertos da Primavera neste fim-de-semana (sexta, 31 de Maio, às 21h, na reitoria da Universidade Nova; e domingo, 2 de Junho, às 17h30, na Igreja da Graça). Com um programa inteiramente a capella  dedicado à música sacra, aos polifonistas portugueses e europeus e aos espirituais negros, os concertos têm entrada livre e serão dirigidos pelo maestro João Valeriano.

Entre as peças que o Coro da Nova interpreta destacam-se o responsório O Vos Omnes, de Tomás Luís de Victoria (1548-1611), polifonista espanhol, protegido de Filipe II, um dos compositores sacros mais importantes do seu tempo na Europa; o motete Oculi Mei, de Estévão de Lopes Morago (1575-1630) polifonista espanhol que estudou na Catedral de Évora, com Filipe de Magalhães, e viveu a maior parte da sua vida em Portugal, sendo um dos mais importantes compositores da polifonia ibérica; ou ainda o motete Ave Verum Corpus,que Mozart (1776-1791) compôs poucos meses antes da morte. Trata-se de uma pequena peça que Mozart escreveu sobre o texto latino do mesmo nome para o seu amigo Andre Stoll, que era então diretor musical da paróquia de Santo Estêvão, em Baden (Áustria).

O Coro da Nova interpretará ainda peças de Claudio Monteverdi (1567-1643), compositor italiano que esteve na vanguarda do desenvolvimento da linguagem musical no seu tempo, na transição entre a Renascença e o Barroco, do compositor austríaco Anton Bruckner (1824-1896) e ainda dois espirituais negros, entre outras.  

Criado em 1988, por alunos das várias faculdades da Universidade Nova de Lisboa, o Coro da Nova executa um repertório diversificado que inclui obras corais sinfónicas do reportório barroco e clássico, polifonia dos séculos XVI, XVII e XVIII, bem como música popular harmonizada de autores portugueses e estrangeiros.

O maestro João Valeriano, que já dirigiu vários coros, é o responsável deste agrupamento desde 1994. Uma obra da sua autoria, aMissa Pro Defunctis, foi apresentada em 2002, em primeira audição, no Museu Gulbenkian, pelo Coro de Câmara de Lisboa.

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