Presidente da AIS alerta

Myanmar: “O sofrimento atingiu um ponto crítico”

| 21 Nov 2023

Violência aumenta em Myanmar. Foto © ACN

“Lamentavelmente, surgiram relatos de incidentes angustiantes no interior de lugares sagrados, tendo mesmo algumas igrejas sido transformadas em zonas de conflito” em Myanmar, denuncia a Fundação AIS.  Foto © ACN

 

Uma “nova espiral de violência” em Myanmar está a preocupar a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). De acordo com a presidente da organização, Regina Lynch, já nem as igrejas são seguras para aqueles que ali procuram refúgio e muitas têm sido evacuadas.

“O sofrimento atingiu um ponto crítico, levando um número cada vez mais elevado de civis a procurar refúgio nas igrejas como abrigo seguro, mas, lamentavelmente, surgiram relatos de incidentes angustiantes no interior de lugares sagrados, tendo mesmo algumas igrejas sido transformadas em zonas de conflito e instituições religiosas evacuadas à força”, denuncia a responsável internacional da fundação pontifícia, num comunicado enviado esta terça-feira, 21 de novembro, às redações.

“Por favor, não nos esqueçamos de rezar por Myanmar. Entre os muitos conflitos que existem atualmente no mundo, a população de Mianmar sente-se sozinha no meio do seu sofrimento, por isso a nossa solidariedade é um farol de luz na escuridão que está a enfrentar”, acrescentava.

O relatório do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), atualizado também nesta terça-feira, confirma que “a escalada do conflito é agora a maior em intensidade e a mais extensa geograficamente desde o golpe militar no início de 2021” em Myanmar (antiga Birmânia), que depôs a líder eleita Aung San Sii Kyi.

“Os confrontos armados expandiram-se para mais áreas, incluindo centros urbanos densamente povoados, representando um risco acrescido para a segurança das populações civis em todo o país”, pode ler-se no documento.

De acordo com este relatório, há já mais de 286 mil pessoas deslocadas só em consequência da intensificação dos combates desde 26 de outubro. Além disso, 187 civis, incluindo homens, mulheres e crianças, terão morrido e outros 246 ficaram feridos.

Em fevereiro deste ano, o número de civis mortos às mãos da junta militar de Myanmar tinha atingido os  3.000 [ver 7MARGENS].

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