
Foto de arquivo de protesto contra golpe de estado militar na Birmânia. Foto ©Ninjastrikers-CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons.
Grupos armados étnicos de regiões predominantemente cristãs de Myanmar rejeitaram um plano da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) para canalizar a assistência humanitária através da junta militar que governa de forma musculada a antiga Birmânia.
O país que atualmente preside à ASEAN, o Camboja, organizou a 6 de maio uma reunião consultiva sobre assistência humanitária para o Myanmar com a junta, agências da ONU e organizações internacionais de assistência humanitária, anunciando um plano para fornecer ajuda através do regime militar com base no espírito de “One ASEAN, One Response” — “uma ASEAN, uma resposta”, numa tradução literal — que esperava que complementasse a implementação do fracassado Consenso de Cinco Pontos.
A decisão atraiu ampla condenação tanto local quanto internacionalmente, inclusive do auto-intitulado Governo de Unidade Nacional, da oposição. Em causa está o facto de, apesar de concordar com o plano de consenso em abril passado, a junta militar governante ter mantido a repressão brutal à resistência da oposição.
Agora, os grupos armados, incluindo o Partido Progressista Nacional Karenni (KNPP), a União Nacional Karen (KNU) e a Frente Nacional Chin (CNF), vieram expressar (no dia 30 de maio) a sua apreensão sobre o modo como a junta pode “armar” essa ajuda humanitária.
Segundo estes grupos, citados pela UCA News, o plano da ASEAN pode levar a um “branqueamento internacional” das atrocidades em curso da junta contra o povo de Myanmar, impedindo que o apoio humanitário chegue às comunidades necessitadas.










