Guerra e seca severa

Na Etiópia, 5000 mortos por fome e doença em quatro meses

| 31 Jan 2022

massacre tigre etiopia Foto Tigrai Media House

 

O conflito violento que eclodiu na região de Tigré, na Etiópia, combinado com uma seca severa e prolongada que afeta a região, foram causa da morte de cerca de 5000 pessoas em apenas quatro meses no ano de 2021, entre as quais mais de 350 crianças pequenas.

A avaliação feita pelas autoridades sanitárias e outras organizações internacionais, relativas ao período compreendido entre julho e outubro do ano findo, permite concluir que as mortes se ficaram a dever a desnutrição e falta de cuidados, avança a agência Fides, citando informações de um relatório publicado pela Ethiopia Insight.

Segundo essas fontes, o sistema sanitário da região ficou em boa medida destruído com o conflito desencadeado no Tigré, em novembro de 2020.

A Fides observa que os dados dão apenas conta de uma parte do que se passa, dado que nas zonas ocupadas pelos combatentes a recolha de dados foi limitada. A isso acresce a fata de combustível, devido ao bloqueio. O chefe do setor de saúde do Tigray calcula que os dados não se refiram a mais de 40 por cento do território do Estado.

Menos de 15 por cento da ajuda humanitária conseguiu chegar à região do Tigré, visto que o Governo de Addis Abeba bloqueou os comboios de ajuda, com receio de que os produtos caíssem em mãos dos “inimigos”, segundo a ONU. O Ministério dos Negócios Estrangeiros etíope disse, em comunicado datado de 23 de janeiro, que está a diligenciar no sentido de fazer a ajuda, incluindo medicamentos, seguir por via aérea.

Ao conflito junta-se a falta de água: três estações de chuva que não caiu deixaram os pastos sem alimentação para o gado e a alimentação das pessoas também se ressente por esse lado. Há locais onde se veem carcaças de animais que morreram de fome e muitas mulheres rezam para que chova, já que nem sequer têm leite para amamentar.

Um responsável regional da Unicef, citado pelo diário The Guardian, diz que, se em Abril próximo a chuva não vier, estima-se que “mais de 6,8 milhões de pessoas nas regiões afetadas precisem urgentemente de assistência humanitária”. Aproximadamente 850 mil crianças nessas áreas ficarão gravemente desnutridas este ano devido a uma combinação de seca, conflito e recessão económica.

 

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