Ir. Aloïs, prior de Taizé

“Na Ucrânia, o mal não terá a última palavra”

| 6 Mar 2022

Irmão Aloïs, Taizé, Sínodo

O Irmão Aloïs, da comunidade da Taizé, sugere uma Quaresma em comunhão com quem está a passar pela guerra. Foto © Vatican Media

 

No início da Quaresma de 2022, o semanário católico francês La Vie publica uma meditação espiritual do irmão Aloïs, prior da comunidade monástica ecuménica de Taizé, em que se manifesta a esperança de que na Ucrânia o mal não tenha a última palavra. Perante o que se está a passar, o irmão Aloïs lança um apelo: “Rezemos para que a guerra não aumente as divisões no seio das Igrejas e das famílias e para que os líderes das Igrejas acompanhem todos os que são afectados por esta terrível provação.”

Para o prior de Taizé, como toda a vida humana conta aos olhos de Deus, importa pensar nos combatentes de todos os países envolvidos e também nas suas famílias, particularmente “naquelas avós que vêem os seus netos partir para a frente de uma guerra que não escolheram nem desejaram”. Prevê o irmão Aloïs que, “talvez, um dia, elas saiam às ruas para o gritar…”

“Como este tempo de Quaresma começa sob sombrios auspícios, somos chamados a viver estes 40 dias em comunhão com aqueles que, não só na Europa, mas em todo o mundo, são afectados pela violência”, diz ainda o prior de Taizé, lembrando: “Na cruz, Cristo abriu os braços para abraçar toda a humanidade. Uma humanidade muitas vezes dilacerada, mas para sempre unida no coração de Deus.”

A revista La Vie publica ainda uma oração de Taizé, escrita pelo irmão Aloïs especialmente para este início da Quaresma:

“Cristo ressuscitado, em silêncio diante de ti, permitimos que se levante esta oração ardente: que cesse o fogo das armas na terra da Ucrânia! Acolhe no teu amor os que morrem da violência e da guerra, consola as famílias enlutadas, ampara os que tiveram que seguir o caminho do êxodo. Diante de um sofrimento incompreensível, acreditamos, no entanto, que as tuas palavras de amor e de paz nunca passarão. Tu deste a vida na cruz e abriste-nos um futuro, mesmo além da morte. Por isso, imploramos-te: dá-nos a tua paz. Tu és a nossa esperança.”

 

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