"Violação dos princípios humanitários"

Nações Unidas condenam Afeganistão por proibir mulheres nas ONG

| 27 Dez 2022

 

mulher afega a trabalhar em campanha de vacinacao no afeganistao, foto UNICEFUN0202762Hibbert

Mulher colabora em campanha de vacinação da Unicef no Afeganistão, em 2018. As decisões dos talibãs terão “consequências de longo alcance na prestação de serviços essenciais para crianças e famílias em todo o país”. Foto © UNICEF / UN0202762 / Hibbert.

 

A Unicef e a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) condenaram “veementemente” o recente decreto emitido pelas autoridades talibãs que proíbe todas as trabalhadoras humanitárias de Organizações Não Governamentais (ONG) nacionais e internacionais de trabalharem no Afeganistão.

“Esta decisão é uma violação flagrante das obrigações do direito humanitário internacional e dos direitos humanos fundamentais das mulheres no Afeganistão. Isso acontece poucos dias após a decisão de proibir a todas as mulheres o acesso ao ensino superior”, afirmou a diretora Unicef, Catherine Russel, em comunicado divulgado na página da organização.

A declaração sublinha que, além do óbvio recuo dos direitos fundamentais, ambas as decisões terão “consequências de longo alcance na prestação de serviços essenciais para crianças e famílias em todo o país, em particular nas áreas de saúde, nutrição, educação e proteção infantil”, áreas onde as trabalhadoras humanitárias têm “um papel imensamente importante a desempenhar”.

“Isto – sublinha a diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância – inclui a programação da Unicef, através da qual prestamos serviços a 19 milhões de pessoas, incluindo mais de 10 milhões de crianças, em todo o país”.

Por isso, “a Unicef pede às autoridades talibãs que revoguem imediatamente ambas as decisões, sobre educação superior e sobre o trabalho humanitário, e que permitam que todos os estudantes do sexo feminino retornem à escola e as trabalhadoras das ONG continuem o seu importante trabalho no Afeganistão no setor humanitário”.

Na mesma linha, o chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, Ramiz Alakbarov, que coordena a assistência humanitária no país, alertou, na sua conta de Twitter, que “milhões de afegãos precisam de ajuda humanitária e a remoção das barreiras é crucial”, tendo-se manifestado “profundamente preocupado” com a decisão dos talibãs, que considera igualmente uma “clara violação dos princípios humanitários”.

Ramiz Alakbarov reuniu-se esta segunda-feira com o ministro das Finanças afegão, Mohamad Hanif, mas não foram divulgados pormenores sobre o encontro.

A decisão das autoridades talibãs foi anunciada no sábado, 24, pelo Ministério da Economia afegão e afeta todas as organizações não governamentais nacionais e internacionais. Embora não afete diretamente a ONU, impossibilita muitos dos seus programas de ajuda, uma vez que são levados a cabo por ONG afetadas pela medida.

Este anúncio surgiu poucos dias depois de os talibãs terem proibido as mulheres de acederem a educação universitária, o que suscitou críticas da comunidade internacional, incluindo de grande parte do mundo islâmico [ver 7MARGENS].

 

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Este texto do Padre Joaquim Félix corresponde à homilia do Domingo IV da Páscoa na liturgia católica – último dia da semana de oração pelas vocações – proferida nas celebrações eucarísticas das paróquias de Tabuaças (igreja das Cerdeirinhas), Vilar Chão e Eira Vedra (arciprestado de Vieira do Minho).  

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